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Mundo

ONU adia em um dia a Conferência de Paz para o Afeganistão

A conferência de Petersberg inicia-se na terça-feira, em Bonn, com a presença de 50 delegados afegãos.

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O Salão de Conferências do Castelo de Petersberg

A ONU decidiu transferir de segunda para terça-feira o início da Conferência de Paz para o Afeganistão, em Bonn. Segundo o porta-voz do evento, Ahmad Fawzi, o adiamento se deve a motivos logísticos e visa também permitir que os participantes tenham um pouco mais de tempo para conversações preliminares.

Para o governo alemão, a conferência no palácio Petersberg deverá prover a base para a paz duradoura no Afeganistão. O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Ludger Volmer, considera importante que, no momento em que os talibãs estejam fora do poder, o país asiático "não volte a cair no caos".

Os participantes – O encontro não tem prazo de duração fixado, e tudo indica que seus participantes passarão diversos dias a portas fechadas. Segundo o Ministério do Exterior da Alemanha, em princípio a conferência é exclusiva para os 50 delegados afegãos. Contudo, também é possível que diferentes países enviem observadores.

Além de enviados da Aliança do Norte e do ex-soberano Mohammed Sahir Shah, estarão também presentes representantes dos exilados afegãos no Chipre e da importante etnia pashtu.

Para Volmer, é essencial que esses diferentes grupos, tradicionalmente inimigos, sentem-se à mesma mesa, para desenvolver a consciência de que o Afeganistão deve tornar-se uma nação, deixando de ser um "aglomerado de clãs isolados".

O papel das mulheres afegãs – A ministra alemã da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, está se empenhando por uma participação mais intensa das mulheres afegãs. Em sua opinião, a comunidade internacional tem como responsabilidade devolver à população feminina sua voz e papel político. "Os caminhos do futuro do Afeganistão devem ser construídos com e pelas próprias mulheres", exigiu Wieczorek-Zeul.

Por sua vez, o porta-voz para assuntos de política externa da bancada da União Democrata-Cristã (CDU) no parlamento, deputado Karl Lamers, criticou o fato de que figuras-chave no conflito não tenham sido chamadas à responsabilidade desde o início. Lamers referiu-se aos Estados Unidos, Rússia, União Européia e aos países vizinhos do Afeganistão.

Participação financeira da Alemanha – Embora a Alemanha seja a anfitriã do encontro, a ONU é seu verdadeiro promotor. O ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, deverá abrir formalmente a reunião, mas as negociações serão mediadas pelo encarregado da ONU para o Afeganistão, Lakhdar Brahimi.

O Ministério do Exterior e a Chancelaria Federal da Alemanha anunciaram nesta sexta-feira que contribuirão com US$ 72 milhões para a reconstrução do Afeganistão. Segundo uma primeira estimativa da ONU, o processo de recuperação do país custará cerca de US$ 6,5 bilhões, ao longo dos próximos cinco anos.

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