1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

ONGs se juntam para combater corrupção na Alemanha

Quatro ONGs fazem apelo conjunto em Berlim para governo e Parlamento secarem o pântano da corrupção no país, em reação ao escândalo de doações ilegais ao Partido Social Democrático, governista.

A Associação dos Contribuintes da Alemanha formou uma aliança com outras três ONGs, entre elas a seção alemã da Transparência Internacional, para atuar contra práticas duvidosas e criminosas nos partidos políticos e na administração pública. Elas fizeram um apelo conjunto ao governo e ao Parlamento em Berlim, nesta sexta-feira (22), para que sequem o pântano de corrupção com novas leis.

Considerando que só 5% dos casos de corrupção são esclarecidos na Alemanha, as ONGs exigiram a divulgação dos nomes dos doadores e receptores de propinas ou doações aos partidos políticos e punição rigorosa dos culpados.

Para garantir maior transparência nas práticas financeiras dos partidos e administração pública, as ONGs exigiram uma lei para maior cooperação entre autoridades judiciárias e imprensa, que permita o acesso de jornalistas a auditorias públicas. Se as autoridades forem obrigadas a abrir atas importantes, isto terá um efeito preventivo muito grande, pois não há nada mais temido por funcionários corruptos do que a imprensa, justificaram as ONGs.

Em seu apelo, as organizações argumentaram que os escândalos surtem efeito negativo muito grande sobre o moral dos contribuintes, porque os sentem no próprio bolso com aumento de taxas públicas. Como medida anticorrupção, as ONGs sugeriram também a divulgação na internet dos nomes dos doadores e dos receptores de doações acima de 500 euros para um deputado e de mais de 5 mil euros a um partido político.

Com a exigência de maior transparência nas finanças dos partidos políticos e na administração pública, as ONGs reagiram ao atual escândalo de doações ilegais no Partido Social Democrático (SPD), em Colônia. O presidente nacional do partido é o chanceler federal, Gerhard Schröder.

A cúpula social-democrata tomou providências jurídicas que forçaram a figura-chave do escândalo a revelar os nomes dos que fizeram as doações anônimas ao SPD local. O ministro da Economia, Werner Müller (sem partido), anunciou a criação de um registro de firmas corruptas para que sejam proibidas de receber encomendas do governo.

Leia mais