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Alemanha

ONGs cobram maior eficácia no combate ao tráfico de crianças

Unicef e Terre des Hommes conclamam governos a um maior empenho na ajuda aos países pobres, para combater pela raiz o crescente tráfico de menores.

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Trabalho escravo, uma das formas de exploração da infância

Só na Ásia e África, 3000 menores de ambos os sexos caem diariamente nas mãos de traficantes inescrupulosos, muitas vezes vendidos pelas próprias famílias, e acabam sendo explorados na prostituição e no trabalho escravo. Em congresso realizado em Bonn em cooperação com a Fundação Friedrich Ebert, ligada ao Partido Social-Democrático, o Unicef e a terre des hommes ressaltaram que o tráfico de pessoas já se tornou quase tão lucrativo quanto o de armas e drogas.

O comércio de crianças é um "comércio sem fronteiras", com muitos clientes inclusive na Europa Ocidental, onde existem casais dispostos a pagar até 23 mil euros pela adoção de uma criança fornecida por alguma agência obscura. Um grande problema é a internet, onde cresce o "comércio virtual de crianças" e a propagação da pornografia infantil, advertiram os conferencistas.

Dietrich Garlichs, diretor do Unicef na Alemanha, exigiu dos governos uma atuação mais eficaz contra o comércio de crianças, "uma das mais terríveis violações dos direitos humanos". Boris Scharlowski, da terre des hommes, apelou ao Ministério alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento no sentido de um maior apoio aos países pobres de onde as crianças exploradas são procedentes. Muitos desses países não dispõem dos recursos financeiros necessários para interditar a ação dos traficantes e para prestar a devida assistência às crianças necessitadas.

A sociedade não pode assistir passivamente a meninas e meninos sendo "degradados a mercadorias", concluiu Scharlowski, que coordena uma campanha internacional contra o tráfico de crianças de sua organização .

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