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Mundo

ONG denuncia venda "irresponsável" de armas para o Iraque

Enorme quantidade de armamentos enviados ao país acaba nas mãos do "Estado Islâmico" e de outros grupos armados. Anistia Internacional pede critérios mais rígidos aos exportadores de armas em todo o mundo.

Um relatório divulgado nesta terça-feira (08/12) pela organização de direitos humanos Anistia Internacional afirma que uma enorme quantidade de armamentos internacionais apreendidos pelos extremistas do "Estado Islâmico" (EI) quando eles tomaram a cidade de Mossul, em meados de 2014, foi utilizada na conquista de outras regiões e em crimes contra civis.

"A vasta quantidade e a variedade das armas utilizadas pelo grupo autointitulado Estado Islâmico é uma demonstração exemplar de como o comércio irresponsável de armamentos fomenta atrocidades em larga escala", afirma o pesquisador Patrick Wilcken, da Anistia Internacional.

"A má regulamentação e a falta de controle sobre o imenso fluxo de armamentos ao Iraque nas últimas décadas deram ao EI e a outros grupos armados um acesso sem precedentes a poder de fogo", afirma o relatório.

Os combatentes do EI aparentam ter uma ampla variedade de escolha de armas leves. Há registros de jihadistas portando não apenas as Tabuk iraquianas e as Bushmaster M4 dos Estados Unidos, mas também as chinesas CQ, as alemãs G36 e as belgas FAL, entre outras.

A Anistia Internacional afirma que, no total, os extremistas do EI utilizam armamentos de 25 países e estão aptos a equipar até 40 mil combatentes.

A organização humanitária conclama os países a adotar uma regra de presumption of denial (suposição de recusa) no que diz respeito ao envio de armas ao Iraque, o que, na prática, significa adotar critérios de exportação mais rígidos. Além disso, a Anistia pede que as nações imponham um embargo ao envio de armamentos às forças do governo sírio e aos grupos de oposição armados que estariam envolvidos em crimes de guerra.

"As consequências do envio irresponsável de armas ao Iraque e à Síria e da posterior captura delas pelo EI devem servir de alerta aos exportadores de armas de todo o mundo", afirma a organização.

RC/afp/ap

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