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Economia

Onde o guarda-roupa faz a diferença

O mundo dos negócios possui regras próprias. São códigos que precisam ser respeitados para que transações tenham sucesso. Entre estas regras está incluída, também, a vestimenta.

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Com a globalização, empresários precisam dar atenção aos códigos de vestimenta de outros países

O que um empresário, um banqueiro ou um executivo têm em comum? Todos circulam nas mesmas rodas e dominam o mesmo vocabulário. A comparação prosseguiria até esbarrar em um item que pode passar despercebido para olhos ocidentais, mas que fazem uma grande diferença em outras partes do mundo: a roupa.

"Em Roma, como os romanos." O velho ditado parece servir como uma luva para o guarda-roupa dos executivos. Apesar da rotina de compra, venda, busca de clientes e parcerias ser a mesma em todo o planeta, não é somente o comportamento de cada empresário que deve se adaptar à cultura local.

O que se veste também precisa ser levado em consideração. O que é comum na Alemanha, pode causar estranheza no Japão, Irã ou Dubai. Quem não repara nestes pequenos "detalhes", poderá ser visto de forma negativa no exterior, ofender o parceiro de negócios ou colocar em risco um grande contrato, sem saber o porquê.

Nem sempre uma obrigação

UN-Vollversammlung - Rede Ahmadinedschad

A gravata, artigo fundamental no Japão, não é usada no Irã (na foto: presidente Ahmadinejad)

A tira de tecido, estreita e longa, que se usa em torno do pescoço e que é presa por um nó tinha, no passado, entre outras funções, a de cobrir a fivela do cinto. Nos dias de hoje, a gravata ainda é usada, mas seu significado extrapolou as esferas da etiqueta.

A peça, predominantemente do vestuário masculino, foi introduzida ao vestuário feminino como símbolo de igualdade e independência do sexo. Rebatizada pelos yuppies americanos, a gravata faz parte do terno. Afirmação que vale, pelo menos no Japão. Lá, é um detalhe essencial.

"A gravata é o símbolo de quem faz negócios. Para os olhos de muitos asiáticos, não usar uma significa não ser um negociante e, por isso, não será levado a sério", explica Kuang-Hua Lin, diretor de uma empresa de assessoria para países da costa do Pacífico.

Diferenças à parte

Quebrando radicalmente o paradigma, há o exemplo dos países muçulmanos, como o Irã. "Gravata é um tabu", diz o consultor Amin Janzir, que ensina a empresários alemães as regras do mundo árabe dos negócios. "Ela é vista no Irã como um símbolo cristão, algo que remete às Cruzadas", comenta.

Os países do Golfo (Pérsico), ao contrário, são um pouco mais abertos e voltados para o Ocidente: um homem pode usar sossegado a gravata, contanto que seu padrão ou sua estampa não remetam a associações religiosas.

Mesmo no calor

Frau im Büro

As mulheres precisam tomar mais cuidado que os homens durante viagens de negócios

Um capítulo especial precisa ser dedicado às mulheres de negócios. Apesar de já terem provado competência em um ambiente dominado por homens, o "sexo frágil" precisa prestar atenção no que coloca na mala quando em viagem para nações asiáticas ou árabes.

"Vestir-se de forma muito feminina desperta a desconfiança sobre a competência da mulher", ressalta Kuang-Hua Lin. As saias precisam ir até a altura dos joelhos e não podem ser muito justas. Para as blusas curtas ou de alças, o especialista recomenda às mulheres ocidentais que depilem os braços. "Mulheres asiáticas não têm quase nenhum pêlo no corpo", informa. "Braços com pêlos em mulheres surpreende muitos asiáticos e têm, em alguns, um efeito repulsivo".

Nos países árabes, a forma de se vestir está estabelecida por lei. Na Arábia Saudita, por exemplo, as mulheres têm a orbigação (legal) de serem vistas somente com um lenço para a cabeça e uma túnica longa preta, cobrindo completamente o corpo. Regra que vale também para as estrangeiras. Em outras nações, as executivas precisam incluir na bagagem blusas de manga comprida (sem decote) – independente da temperatura.

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