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Economia

Onde fica essa Eurolândia?

Fique sabendo mais sobre o euro. Em quantos países a moeda única européia circula atualmente. Os futuros candidatos a adotá-la. Os critérios para filiação à União Monetária Européia.

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Quantas nações constituem a Eurolândia? a) 12; b) 16; c) 18. A solução da charada é... todas as respostas acima.

Explicando: por um lado, apenas 12 países pertencem oficialmente à União Monetária Européia (UME). Além desses, em quatro Estados-anãos – Andorra, Principado de Mônaco, San Marino e Vaticano – circulavam originalmente moedas nacionais que foram substituídas pelo euro – como o franco francês ou a lira italiana. Dessa forma, os quatro entraram indiretamente na Eurolândia e, com a exceção de Andorra, têm até o direito de cunhar suas próprias moedas de euro.

Os dois membros restantes nem são países, propriamente ditos. Trata-se da província sérvia de Kosovo, onde os administradores internacionais introduziram o marco, e Montenegro, que optou voluntariamente pelo dinheiro alemão. Quando este foi tirado de circulação, ambos também assumiram automaticamente a moeda única européia.

Obrigatório, mas não tanto

Voltando à UE: desde o Acordo de Maastricht, em 1992, a UME constitui um dos pilares da comunidade. O euro veio para agilizar a livre circulação de mercadorias e serviços, facilitando a comparação internacional de preços e excluindo riscos cambiais.

Schweden Euro Reaktionen

Plebiscito: suecos comemoram o 'não' ao euro

Em princípio, todos os países-membros da UE teriam que adotar o euro, contanto que preenchessem os critérios de convergência. Entretanto, três dos 15 membros fundadores do bloco econômico preferiram não dar este passo. A Dinamarca e o Reino Unido já haviam exigido uma cláusula especial neste sentido, no Acordo de Maastricht. E na Suécia, a população manifestou-se em referendo contra a adoção da moeda única.

A filiação "compulsória" à União Monetária Européia também valeria para os dez novos membros. Entretanto, nenhum deles preenche os critérios de Maastricht, pelo menos a julgar pelo severo relatório de convergência divulgado em outubro de 2004 pelo Banco Central Europeu.

Os novos países do euro

Aqui, o abismo econômico é gigantesco, sobretudo entre dois grupos: de um lado, Eslovênia, Estônia e Lituânia, e do outro Hungria, Polônia e República Tcheca. Sobretudo a Estônia apresenta números de dar inveja a qualquer político da velha UE: em 2003 os estonianos alcançaram um superávit do orçamento público de mais de 3% do PIB.

Seu endividamento público total fica apenas em torno de 5%. Através de um assim chamado currency board, a coroa estoniana está atrelada ao euro de forma estável. Após o prazo de espera estipulado de dois anos sem flutuações cambiais dramáticas, a Estônia poderá ingressar na zona do euro, no final de 2006.

Os outros candidatos a adotar a moeda única já no próximo ano são a Eslovênia e a Lituânia. Assim como a Estônia, desde junho de 2004 elas fazem parte do Mecanismo de Câmbio Europeu II (MCE II), e têm suas finanças públicas sob controle.

Desempenho sob pressão

Em comparação, a Hungria, Polônia e República Tcheca fazem uma triste figura. Seu déficit do orçamento público ultrapassa em muito os 3% do PIB fixados como limite pelo Acordo de Maastricht. Na República Tcheca ele chega a 12%.

Mas ainda há um raio de esperança: em meados da década de 90, ninguém acreditaria que a Espanha ou Portugal estariam entre os fundadores da Eurolândia. Porém, o desejo de adotar a moeda única o mais rápido possível deu aos governos nacionais o impulso decisivo para rapidamente aproximar seus países do nível dos líderes econômicos da Europa.

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