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Economia

Onda de calor prejudica agricultura e transporte fluvial

Os termômetros na Alemanha marcam temperaturas mais altas neste mês de julho do que no chamado "superverão de 2003". A onda de calor traz prejuízos drásticos para a agricultura e torna os rios inavegáveis.

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Homem passeia pelo leito do rio

Há três anos a Europa não vivia um verão tão intenso, com temperaturas constantemente acima dos 30ºC e a meteorologia prometendo bater o recorde do "superverão" de 2003, com previsão de 39ºC para o sudoeste da Alemanha e os arredores de Berlim. A onda de calor tão estimada neste período de férias escolares traz prejuízos irreparáveis para a agricultura e para o transporte de carga, impossibilitado pela inavegabilidade dos rios.

Prejuízos na plantação de milho chegam a 80%

Trockenheit in Brandenburg

Seca provoca prejuízos na agricultura, em Brandemburgo

As altas temperaturas já fazem com que os agricultores contem com uma drástica diminuição dos lucros, no Estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. A falta de chuvas prejudica as plantações de batata, milho e forragem e a irrigação dos campos é complicada e dispendiosa.

A situação não é diferente em Brandemburgo: "No ano passado, conseguimos cultivar quatro lotes, este ano só um. Normalmente, produzimos 200 fardos de feno; desta vez, somente 50. Tudo fica ressecado", computa Peter Richter, agricultor de 57 anos.

A plantação de grãos deve sofrer perdas de 20% a 50% da produção. A associação de agricultores de Brandemburgo calcula um prejuízo de 80% no milho. A colheita será encerrada já no fim de julho, sendo que normalmente adentra agosto. O governo do Estado entrou com um pedido de subsídio junto à União Européia, a fim de cobrir os prejuízos provocados pela seca.

"Eles fazem isso com alguma freqüência, mas a 'eurocracia' demora tanto que, no final das contas, o subsídio não surte mais tanto efeito. O governo de Brandemburgo se esforça para solucionar rapidamente a questão, mas demora tanto até Bruxelas dar o sinal verde que, na maioria das vezes, já é tarde demais", afirma Richter sobre a iniciativa de seu Estado e de outros, a fim de disponibilizar pedaços de terra improdutivos para os agricultores plantarem e alimentarem seus animais.

Temperaturas elevadas tornam rio inavegáveis

Tote Fische im ausgetrockneten Flußbett, Hitzewelle

Peixes mortos devido à seca

O verão de 2006 é o terceiro extremamente quente e seco nos últimos anos, na Alemanha. Principalmente o Leste sofre com o clima. Em Brandemburgo, o índice pluviométrico não chegou nem a 50% da média normal registrada. Especialistas cogitam a possibilidade de a região tornar-se semi-árida. O serviço meteorológico alemão (DWD) prevê que as temperaturas continuem altas nos próximos dias, o que pode fazer baixar ainda mais o nível dos rios.

Há uma semana, um cargueiro de 320 toneladas encalhou no Rio Oder, quando o nível da água atingia somente 70 centímetros. Mais de 120 quilômetros do rio foram declarados inavegáveis para navios de carga. "Eu confiro a previsão do tempo todos os dias, mas não há muita esperança", disse o operador do navio encalhado.

O Rio Reno, que atravessa o Estado da Renânia do Norte-Vestfália, está com seu nível de água estável, segundo o coordenador do Departamento de Navegação, Bernd Lüllau. O canal de navegação conta com dois metros e meio de profundidade, um nível considerado oficialmente navegável.

As altas temperaturas das águas do Rio Elba fizeram com que as usinas nucleares, localizada às margens do rio, diminuissem sua potência. A água é utilizada para resfriar os reatores e sua temperatura deve estar de acordo com as normas ambientais estabelecidas. França e Espanha enfrentam o mesmo problema.

No Lago de Constança, no sul do país, o nível da água bateu o recorde do verão de 2003. Na terça-feira , foram registrados 3,17 metros de profundidade – oito centímetros menos do que em 25 de julho de 2003. A falta de oxigênio na água em virtude das altas temperaturas e a proliferação de algas ocasionam a morte dos peixes, segundo especialistas ambientais. Há três anos, 50 mil peixes morreram no Lago de Constança.

Número de mortes é menor do que em 2003

Symbolbild Sommer in der Großstadt

Na praia ou no hospital: o que eles querem é se refrescar

A onda de calor já deixou 40 mortos na Europa, nas duas últimas semanas, mas não há previsão de que os números deste ano atinjam o de 2003, quando 15 mil pessoas morreram somente na França. A agência de notícias italiana Ansa reportou o aumento do número de pessoas que chegam aos hospitais e pedem para ficar um tempo no ambiente refrigerado.

Bombeiros poloneses estão em alerta máximo para combater os incêndios facilitados pela seca nas florestas. Mais de oito mil casos já foram reportados e o acesso às zonas florestais foi interditado. De acordo com a Gazeta Wyborcza, a capital Varsóvia experimenta o verão mais quente desde que as temperaturas passaram a ser registradas, há 227 anos. A média foi de 23,2ºC, cinco graus acima do nível médio registrado.

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