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Mundo

Onda de calor mata mais de mil no Paquistão

Número de vítimas deve aumentar, pois muitas mortes ainda não foram comunicadas às autoridades. Região em torno da cidade de Karachi, no sul, é a mais atingida.

Mais de 1.100 pessoas já morreram por causa da onda de calor que atinge o sul do Paquistão desde a semana passada. O governo declarou estado de emergência e mobilizou o Exército na cidade de Karachi, onde as temperaturas chegaram a 45 graus Celsius.

O secretário de Saúde do governo da província de Sindh, Said Mangnejo, disse à agência de notícias Efe que 1.100 pessoas morreram desde a última sexta-feira em Karachi e mais 30 em outras áreas da província.

Karachi, capital da província de Sindh e cidade mais populosa do Paquistão, com 20 milhões de habitantes, sofre com a interrupção de energia elétrica e as consequentes panes no abastecimento de água. Os sistemas de ar condicionado não estão funcionando nos necrotérios, que estão abarrotados de corpos. Muitos hospitais carecem de itens básicos, como lençóis e água.

"As mortes computadas ocorreram principalmente nos hospitais públicos e uma minoria em unidades de saúde privadas", explicou Anwar Kazmi, funcionário da Fundação Edhi, uma entidade beneficente. "Muitas mortes ainda não comunicadas às autoridades ocorreram em pequenos hospitais privados."

Para Kazmi, o governo provincial tem sido negligente. "Agradecemos aos médicos e demais funcionários dos hospitais públicos, que estão trabalhando incansavelmente para tratar um número interminável de pacientes. O governo de Sindh não faz nada a não ser culpar a K-eletric pelas mortes", critica.

A K-electric é a companhia privada responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Karachi. A empresa alega que, além do aumento da demanda por causa da onda de calor, conexões ilegais têm sobrecarregado as redes. A K-eletric diz que o governo tem uma dívida de 1 bilhão de dólares com a empresa.

Ramadã

A onda de calor teve início em meio ao período sagrado do Ramadã, em que os fiéis muçulmanos fazem jejum entre o nascer e o pôr do sol.

Alguns vendedores têm se recusado a vender gelo e água durante o dia, alegando que podem ser multados de acordo com as leis religiosas. Mas o Comitê Central do Ruet-e-Hilal de Karachi, o órgão religioso que determina as datas do Ramadã, permitiu a quebra do jejum devido às altas temperaturas.

Segundo o serviço meteorológico do Paquistão, o último fim de semana foi o mais quente desde 1981. Apesar de previstas, as chuvas não foram significativas para aliviar as temperaturas.

KG/rtr/efe

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