1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

OMS: Guillain-Barré mata em 5% dos casos

Organização Mundial da Saúde afirma que, "até que se prove o contrário", vírus zika é culpado pelo aumento no número de casos da síndrome, que já atingiu mais de 1.800 no Brasil.

default

Carro despeja inseticida em Brasília: ligação entre Guillain-Barré e zika é tratada como provável

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou nesta sexta-feira (26/02) que 5% das pessoas que sofrem da síndrome de Guillain-Barré morrem e 25% sofrem paralisias dos músculos respiratórios.

A síndrome de Guillain-Barré é uma reação autoimune do corpo a uma infecção – ocorre quando as defesas do organismo são mais intensas do que o necessário e passa a atacar os nervos periféricos. Ela causa fraqueza gradual nas pernas, braços e no tronco. Em alguns casos, pode levar à total paralisia.

A relação da doença com dengue, chicungunha, gripe e HIV foi comprovada, embora não existam estudos estatísticos sobre as porcentagens de causa e efeito. Atualmente, a comunidade científica investiga a possível relação do surgimento da síndrome com o surto de zika na América Latina.

"Por enquanto não pudemos comprovar 100% a relação [com zika], mas o vírus é culpado até que se prove o contrário", afirmou Tarun Dua, especialista da OMS, em entrevista coletiva.

As suspeitas surgiram porque nos países mais afetados pelo zika, os casos de Guillain-Barré cresceram de forma exponencial. O Brasil detectou mais de 1.800 casos da síndrome nos últimos meses. A Colômbia registrou 86, e El Salvador, 118. A Venezuela tem 66.

"O problema é que, na maioria dos casos, não há como estabelecer a relação entre a síndrome e a infecção", disse Dua.

Segundo a OMS, todos os 42 casos da síndrome identificados durante a epidemia de zika de 2013 e 2014 na Polinésia Francesa testaram positivo para dengue ou zika.

Para a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a relação entre zika e Guillain-Barré é mais evidente até do que a entre zika e microcefalia.

RPR/rtr/efe/ap

Leia mais