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Alemanha

OMS faz alerta mundial contra vírus H2N2

Organização Mundial da Saúde alerta: vírus da gripe altamente perigosos foram enviados por engano a 3,7 mil laboratórios para uso em testes. Instituto Robert Koch diz que ainda há riscos de funcionários contaminados.

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Brasil também recebeu amostras

O envio de vírus a laboratórios dos mais diversos lugares do mundo é um procedimento corriqueiro e acontece regularmente, explica Susanne Glasmacher, do Instituto Robert Koch em Berlim.

Nestes experimentos rotineiros, as técnicas de diagnóstico são testadas a partir de amostras de vírus em circulação. Só que, neste caso, os vírus foram trocados: em vez do H3N2, foram distribuídas amostras do H2N2 para testes.

Como isso pôde acontecer, permanece um mistério mesmo para especialistas do instituto alemão. Até hoje, não há registro de nenhum caso semelhante. Até porque o número de amostras enviadas – mais de 3,7 mil laboratórios em 18 países receberam o material, inclusive o Brasil – é excepcionalmente alta.

Falta de anticorpos

E o equívoco, especialmente grave, pois o H2N2 é um vírus quase esquecido e a maioria da população já não possui mais os anticorpos necessários para seu combate.

Ele circulou entre 1957 e 1968 e foi o causador da chamada gripe asiática, que causou a morte de quase quatro milhões de pessoas. Para quem nasceu após 68, sua disseminação poderia ser perigosa.

Vírus gripais podem ser perigosos quando se espalham desenfreadamente pela população, podendo causar uma pandemia. Isso pode acontecer não só quando o sistema imunológico de grande parte da população já não mais possui os anticorpos necessários para defesa, mas também quando são geradas novas variantes, como é o caso do vírus da gripe aviária que afeta a Ásia, o H5N1.

Descoberta por acaso

Killervirus aus dem Laboratorium

Os kits foram enviados pela Meridian Bioscience Inc., de Newtown, Ohio

As amostras de H2N2 circulam desde outubro de 2004 e foram enviadas a pedido do Colégio Americano de Patologistas por um centro de pesquisa da cidade de Newtown, Ohio.

Foi apenas por acaso que um laboratório canadense descobriu que as amostras contidas nos kits para testes eram do vírus errado, já que o material recebido é normalmente utilizado e destruído após certo tempo, sem que seja feita antes uma confirmação. "Os laboratórios precisam ter alguma confiança", alega Glasmacher.

Segundo a OMS, a maioria das amostras já foi destruída. Entretanto, o Instituto Robert Koch alerta que ainda há riscos de que funcionários desses laboratórios tenham se contaminado com o material enviado.

"Contaminações em laboratórios acontecem, e são necessários de três a seis meses até que seja desenvolvida uma vacina." Até lá, o vírus poderia se espalhar rapidamente. Uma declaração do instituto responsável nos EUA não pôde ser colhida – ninguém atende o telefone.

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