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Mundo

OMS declara epidemia de ebola emergência internacional

Organização pede ajuda de outros países, alertando que os atingidos no oeste da África não têm capacidade para conter surto sozinhos. Libéria e Serra Leoa bloqueiam estradas e colocam cidades em quarentena.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (08/08) que a epidemia do ebola no oeste da África é uma emergência internacional de saúde pública e requer uma resposta extraordinária para conter seu avanço. A declaração veio após dois dias de reuniões emergenciais em Genebra, na Suíça, para discutir o surto do vírus – o maior e mais longo da história.

Margaret Chan, chefe da OMS, disse que o anúncio é "um pedido claro por solidariedade internacional". "Os países afetados até agora simplesmente não têm capacidade para administrar sozinhos um surto dessa dimensão e complexidade", afirmou Chan, pedindo o apoio da comunidade internacional. "Trata-se de uma epidemia sem precedentes em termos de distribuição geográfica, pessoas infectadas e mortes."

A OMS alertou ainda que "os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos do ebola" e "facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus" nos países afetados.

O impacto da declaração da OMS ainda não é claro. O status de emergência internacional poderia significar restrições de viagens internacionais, por exemplo. A OMS já declarou emergência desse tipo em outras ocasiões, como durante a pandemia de gripe suína. em 2009, e a disseminação de pólio, em maio deste ano.

"Fora de controle"

A decisão da OMS veio após as autoridades de saúde dos EUA terem admitido nesta quinta-feira que o avanço do ebola na África Ocidental foi "inevitável" e depois de a organização Médicos Sem Fronteiras alertar que o vírus mortal está "fora de controle", com mais de 60 focos da epidemia registrados.

O atual surto do ebola começou em março deste ano na Guiné e atingiu os países vizinhos Serra Leoa e Libéria. Ainda não há tratamento ou vacina licenciados para combater o vírus, e a taxa de morte registrada tem sido de cerca de 50%. A epidemia já matou ao menos 932 pessoas e infectou mais de 1.700.

Libéria, Guiné e Serra Leoa declararam estado de emergência. Soldados na província liberiana de Grand Cape Mount – uma das áreas mais afetadas – bloquearam estradas para limitar o trânsito para a capital do país, Monróvia. Segundo relatos, corpos estão espalhados pelas ruas da cidade.

Em Serra Leoa, as cidades de Kailahun e Kenema, no leste do país, foram colocadas em quarentena nesta quinta-feira. Na Nigéria, médicos do setor público suspenderam uma greve de um mês temendo que o vírus se espalhe pelo país, o mais populoso da África subsaariana.

LPF/afp/ap/lusa

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