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Alemanha

OMS: Alemanha sabe pouco sobre poluição e saúde

As relações entre a poluição do ar e a saúde ainda são um tópico nebuloso e, portanto, facilmente manipulável. Um colóquio científico em Bonn pode ser o começo de uma reviravolta.

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Até que ponto a poluição compromete a saúde?

Difícil acreditar, mas para a ciência não há dúvida: a Alemanha pertence ao Terceiro Mundo, no que toca ao seu conhecimento sobre as conseqüências da poluição atmosférica para a saúde. E isto, apesar de ser um país pioneiro, que adotou a proteção ambiental como programa político desde a década de 60.

Por essa razão, os maiores especialistas no assunto reuniram-se em Bonn, numa primeira tentativa de remediar os enormes déficits de informação sobre a poluição enquanto agente patológico. A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer sobretudo evitar que só se comece a agir quando os danos em massa já tiverem ocorrido.

Günter Klein, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Saúde da OMS na Europa, compara com os Estados Unidos: lá existem estudos minuciosos, sobre a relação entre o estado de saúde de grandes grupos populacionais e as condições ambientais em que vivem. A Alemanha, por sua vez, tem uma tradição mais fraca em epidemiologia e neste tipo de cotejamento de dados.

Indústria e política aproveitam-se das lacunas de informação para defender os próprios interesses. Só uma harmonização internacional dos dados e o estabelecimento de um acervo comum de conhecimento podem dar força aos dados disponíveis, evitando sua manipulação por grupos de interesse. Estudos a longo prazo permitirão desenvolver padrões universais e o potencial do saber aumenta na medida em que pode ser comparado.

Os conhecimentos sobre regiões industriais altamente poluídas podem ser úteis para se compreender as condições em áreas que apresentem um grau de poluição "normal" para as cidades européias. Esse gênero de projeção tem que ser complementado por uma base de dados muito mais ampla do que a existente. Só deste modo é possível definir o real grau de risco para a saúde. Uma coisa é certa: a situação atual está longe de ser segura. Nas áreas urbanas com alta concentração demográfica, por exemplo, é ainda grande o comprometimento por gases emitidos na produção de energia ou pelo trânsito.

É óbvio: mais conhecimento exige mais dinheiro, e estudos epidemiológicos são especialmente trabalhosos e caros. Além disso, neste caso saber significa a obrigação de agir. No entanto, Günter Klein adverte que é leviano negligenciar os estudos por este motivo. Afinal, as despesas com pesquisas e as medidas conseqüentes são ínfimas, se comparadas com os gastos com a saúde que a falta de ação acarretará.