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Mundo

Olmert é condenado a 18 meses de prisão

Suprema Corte confirma pena para ex-primeiro-ministro, no maior escândalo de corrupção da história de Israel. Político, porém, se diz aliviado por ter escapado das principais acusações.

A Suprema Corte de Israel condenou nesta terça-feira (29/12) o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert a 18 meses de reclusão por corrupção. Ele será o primeiro chefe de governo da história do país a ir para a prisão.

A máxima corte do país referendou uma decisão do Tribunal do Distrito de Jerusalém, mas optou por reduzir a pena, inicialmente fixada em seis anos. A razão foi a morte de uma testemunha crucial, que não pôde ser interrogada. Por isso, Olmert foi condenado por um crime de suborno de menor valor.

O escândalo que levou à condenação ficou conhecido em Israel como "Holyland", um esquema de corrupção envolvendo obras urbanísticas em Jerusalém quando Olmert era prefeito. O caso o obrigou a renunciar ao cargo de primeiro-ministro em 2008.

O ex-primeiro-ministro israelense reivindicou nesta terça-feira sua inocência e garantiu que "nunca recebeu suborno" de ninguém.

"Nunca me ofereceram, nem nunca ganhei suborno em nada nem de ninguém. Respeito o veredicto, mas antes de lê-lo não quero fazer comentários", afirmou o ex-chefe de governo israelense minutos após o pronunciamento da sentença.

Porém, o político se disse satisfeito por ter sido absolvido do principal crime do caso Holyland - o de ter embolsado 500 mil shekels (cerca de 500 mil reais) relacionados ao maior projeto de construção dos últimos anos em Jerusalém. O ex-primeiro-ministro terá um mês e meio para começar a cumprir a pena.

O caso em que Olmert foi incriminado incluía 16 acusados, 13 por sua participação no maior caso de corrupção da história do país.

RPR/rtr/efe