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Copa do Mundo

Oliver Kahn: "No futebol tudo é possível"

Em entrevista à DW-WORLD, o goleiro do Bayern de Munique fala de suas expectativas para a Copa do Mundo e garante que será o número um no gol alemão durante o torneio.

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Goleiro garante: 'Eu sou o número um'

O bar María Pasagne parecia ser o único lugar com vida naquela noite em Munique. Na sua entrada, concentravam-se algumas dezenas de pessoas, todas convidadas VIP para um evento que deveria ter como protagonista um relógio de marca italiana, mas cuja principal atração acabou sendo seu garoto-propaganda, o goleiro do Bayern de Munique, Oliver Kahn, com quem conversou o repórter da DW-WORLD Daniel Martinez.

A opinião de Kahn é a mesma da maioria dos especialistas de futebol na Alemanha. Ou seja, que "o maior beneficiado do sorteio foi a Costa Rica, cuja partida inaugural da Copa, em Munique, será um jogo muito importante e de grande significado".

DW-WORLD: Quais são as chances da Costa Rica neste jogo?

Oliver Kahn: Tudo é possível para ambos, mas isso não quer dizer que será tarefa fácil para nenhum dos dois. Será tão complicado para nós quanto para a Costa Rica vencer esta partida. O jogo de abertura assusta, pois é uma situação muito especial. Num Mundial, o mais trabalhoso é começar bem, até porque a pressão durante a primeira partida é enorme. E o nosso primeiro jogo, assim como a primeira partida da Costa Rica, será também a abertura da Copa. O que posso dizer... a sorte também conta.

E já conhece a Costa Rica e Equador? Como a Alemanha teria que jogar contra eles?

Sobre a Costa Rica e o Equador eu não sei muito, pois na Alemanha seu futebol é um pouco desconhecido. Essas são seleções cujo processo de qualificação não tivemos a oportunidade de acompanhar e das quais não chegam tantas notícias como, por exemplo, da Argentina ou do Brasil.

Mesmo assim ainda há tempo para aprender, para conhecê-las melhor, para nos inteirarmos e, sem dúvida alguma, antes da primeira partida do Mundial, saberemos tudo o que há para saber sobre elas, conhecendo-as perfeitamente.

Se a Alemanha é favorita para vencer no Grupo A, quem ocupará o segundo lugar? Quem chegará à segunda fase: Equador, Costa Rica ou Polônia?

Para mim não há primeiro, segundo ou terceiro; ainda não. Para nós só importa vencer nossas partidas, não importa contra quem. Na primeira rodada é preciso vencer o Equador, é preciso vencer a Costa Rica e é preciso vencer a Polônia. O importante é chegar às oitavas-de-final.

Poderiam o Equador e a Costa Rica vencer a Alemanha?

No futebol tudo é possível.

A Alemanha será campeã do mundo de 2006?

É 100% possível. E o entusiasmo de 80 milhões de aficcionados é um fator muito importante. Na seleção sente-se que podemos ganhar e eu acredito nisso. Creio que somos capazes de buscar este título.

Quem estará defendendo o gol alemão durante o Mundial?

Não tenho nenhuma razão para pensar que não serei o goleiro titular da Seleção Alemã durante o Mundial de 2006. Jürgen Klinsmann [o treinador] falou claramente a respeito; eu sou o número um; sobre isso não há discussão.

Por que tem tanta certeza?

Conheço a pressão que significa jogar num Mundial, o que se tem de sofrer e superar num grande torneio. Esse sentimento não me é estranho, pois já experimentei isso com a seleção e com o Bayern de Munique. A equipe técnica sabe como eu posso contribuir neste sentido.

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