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Cultura

Olimpíada Coral no país dos coros

Por dez dias, a Alemanha faz jus ao título de país com o maior número de coros do mundo. Olimpíada Coral, no norte do país, tem a participação de 360 grupos com 18 mil cantores amadores de todo o mundo.

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Canto coral, uma tradição não só no Natal

Com mais de 22 mil corais e 800 mil cantores afiliados, a Federação Alemã de Coros é a maior do mundo, destaca seu presidente, Heinz Eyrich, sem contar o grande número de corais de escolas ou igrejas que nem aparecem nas estatísticas.

Não é de se admirar, portanto, que o país dos coros seja a sede da Olimpíada Coral, a partir desta quinta-feira (8/7) até o próximo dia 18 de julho, com apresentações em Bremen e Bremerhaven, no norte da Alemanha. A terceira edição do encontro mundial, que há quatro anos se realizou em Linz, na Áustria, e, há dois, em Busan, na China, conta com a participação de 360 corais, com 18 mil cantores amadores vindos das mais diversas partes do mundo.

Tradição que vem de berço

O canto ainda tem tradição na vida familiar, escolar e religiosa, embora já não seja mais tão praticado como antigamente. "As crianças que chegam aqui têm um nível mais baixo de conhecimento do que há alguns anos; por isso, tentamos começar com a formação vocal o mais cedo possível, quando elas têm entre quatro e cinco anos de idade", explica Christof Hartmann, diretor do Regensburger Domspatzen, os Meninos Cantores de Regensburg.

Por enquanto, o coro da Igreja de São Tomás (Thomanerchor) de Leipzig, não tem motivos para se preocupar com isso. O número de candidatos ao coral é maior do que a quantidade de vagas. "Tivemos cerca de 40 candidatos para 12 vagas", conta Uta-Maria Thiele, assessora do regente e diretor musical Georg Christoph Biller.

Ela acrescenta que o preocupante não é a quantidade, mas sim a qualidade, já que antigamente a formação musical dentro da família acontecia de forma natural e era de maior qualidade, ao contrário da "certa superficialidade de hoje em dia".

Gostos diferenciados

Os corais de jovens somam 110 mil na Federação Alemã de Coros. O que preocupa seu diretor, Karl Zepnik, é o que chama de conflito de gerações. A idade média dos membros de corais adultos torna-se cada vez maior, devido à dificuldade em conciliar seus interesses musicais com os dos jovens.

"A juventude tem um repertório próprio. A geração mais antiga não gosta tanto de arranjos de jazz ou spirituals, preferindo as canções alemãs tradicionais", salienta Zepnik.

Como praticamente todos os demais setores da cultura atingidos pela crise na Alemanha, também o canto coral está ameaçado pelos cortes de subsídios públicos. "Estamos muito preocupados, pois muitos corais não conseguirão subsistir sem o apoio estatal", assinala o presidente da federação. Já hoje os corais recebem bem menos apoio financeiro do que o esporte, reclama Heinz Eyrich.

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