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Cultura

"Oito Mulheres" e "O salvo-conduto": dois filmes franceses em Berlim

Catherine Deneuve foi uma das "oito mulheres" que causou sensação em Berlim, numa comédia de François Ozon. Bertrand Tavernier volta à cena com um filme sobre fazer cinema na França, durante a ocupação nazista.

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Cena do filme "8 Femmes", do produtor François Ozon

A comédia francesa Huit Femmes (Oito mulheres), que concorre ao Urso de Ouro na Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim, causou furor na capital alemã. O público ficou encantado.

Centenas de jornalistas se acotovelaram na sala de conferências do Hotel Hyatt para ver a fina flor do cinema francês, que o diretor François Ozon conseguiu reunir diante das câmaras, a começar por Catherine Deneuve, que chegou com 40 minutos de atraso. Isabelle Huppert, Danielle Darrieux, Emmanuelle Béart são mais três de oito grandes atrizes, pois o filme prescinde completamente de atores.

O roteiro se baseia numa peça de teatro da década de 60, de Robert Thomas. A história acontece numa casa de campo no interior da França, onde uma família está reunida. No entanto, a festa acaba sem nem bem começar, pois o tão querido chefe de família foi assassinado.

O crime só pode haver sido cometido por uma das oito mulheres, que se envolvem num grande jogo de intrigas, ao tentar descobrir quem é a assassina. Também compareceram à Berlinale: Firmine Richard, Ludivine Sagnier e a jovem atriz Virginie Ledoyen, que estreou flertando com Leonardo di Caprio em The Beach.

Filmes franceses durante a ocupação nazista - Outro filme francês que concorre à premiação é Laissez-passer (O salvo-conduto), do mestre do cinema francês, Bertrand Tavernier, que já ganhou o Urso de Ouro em 1995, e agora escolheu um tema da ocupação alemã na França, durante a Segunda Guerra Mundial, para tentar repetir a façanha.

Em 1942 e 1943, uma firma alemã, "Continental", produz filmes franceses sob a direção do alemão Alfred Greven. Para os atores, diretores e roteiristas franceses isso significa decidir entre a resistência e o oportunismo. O filme baseia-se nas memórias de Jean Devaivre, um assistente de direção, e Jean Aurenche, autor de roteiros. O primeiro trabalha para a produtora, a fim de encobrir suas atividades na resistência à ocupação nazista, enquanto o segundo não quer saber de colaboração e recusa todos os trabalhos que lhe oferecem.

Heróis idealizados? - Tavernier foi criticado na França por transformar seus personagens em heróis e idealizar um tipo de comportamento que, na verdade, foi de uma minoria. "Eu quis mostrar pessoas que prestaram resistência", disse o diretor, em Berlim, "pessoas que são heróis no sentido de Romain Rolland. Para ele, é herói aquele que procura dar o melhor de si. O próprio Betrand Tavernier se pergunta o que teria feito nessas circunstâncias, se teria tido a coragem de Devaivre. O filme, que tem momentos tragicômicos, foi bem recebido na Berlinale, embora não conte entre os favoritos.

Câmera da Berlinale – O diretor grego Constantin Costa-Gravas, que participa do Festival com a produção francesa Amen, será laureado com o prêmio Câmera da Berlinale, nesta quarta-feira (13). Vencedor do Urso de Ouro em 1990 ( Music Box), Gravas será homenageado este ano pelo seu empenho em prol do filme político.

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