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Mundo

Ofensiva curda iraquiana rompe cerco do "Estado Islâmico" no norte do Iraque

No mais bem sucedido ataque contra jihadistas desde início da ofensiva, tropas peshmerga retomam Monte Sinjar e libertam centenas de yazidis. EUA anunciam morte de líderes extremistas e creem em enfraquecimento do EI.

Esta é considerada, até então, a ofensiva mais bem sucedida contra o "Estado Islâmico" (EI). Combatentes curdos, apoiados pela força aérea da coligação internacional, romperam nesta quinta-feira (18/12) o cerco do Monte Sinjar, no norte do Iraque. O território era dominado há várias semanas pelo grupo extremista do EI.

"As forças peshmerga alcançaram o monte Sinjar, o local mais elevado da montanha. Uma vasta área foi liberada", declarou o presidente do Conselho de Segurança Nacional da região iraquiana curda, Masrour Barzani. Na área, centenas de pessoas da minoria religiosa yazidi estiveram encurraladas por meses.

A operação para recuperar a montanha levou dois dias. Desde o começo desta semana, foram efetuados cerca de 70 ataques aéreos no Iraque – um dos bombardeamentos mais pesados desde o início do apoio aéreo dos Estados Unidos, em agosto. Somente na região do Monte Sinjar, os militares americanos comunicaram "45 ataques em apoio aos peshmerga e às forças de segurança iraquiana que operam na região".

"A operação foi um sucesso e agora podemos retirar as pessoas da montanha para lugar mais seguros, se elas assim desejarem. Vamos tentar limpar completamente toda a área", completou Barzani. "Nós damos esta notícia ao povo do Curdistão e ao mundo. Os inimigos do Curdistão, os inimigos da humanidade e da coexistência sofreram uma grande derrota."

Ainda durante esta semana, os peshmerga afirmaram que recapturaram seis regiões durante a fase inicial da ofensiva. A estimativa é de que 100 combatentes do EI tenham sido mortos. Os cerca de 8 mil soldados curdos peshmerga recapturaram aproximadamente 700 quilômetros quadrados de território. Nas redes sociais, combatentes curdos divulgaram diversas fotografias ao lado de corpos de jihadistas do EI.

EUA anunciam morte de líderes do EI

A quebra do cerco no Monte Sinjar é acompanhada de relatórios divulgando que os ataques aéreos no norte do Iraque mataram vários líderes do "Estado Islâmico" ao longo das últimas semanas.

"Posso confirmar que, desde meados de novembro, a coalizão realizou ataques aéreos que mataram vários líderes do alto e médio escalão", confirmou o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, através de um comunicado.

Pentagonsprecher John Kirby

Porta-voz do Pentágono John Kirby: "Posso confirmar que ataques aéreos mataram vários líderes do EI"

"Acreditamos que a perda desses líderes-chave degrada a capacidade do EI de comandar e controlar operações contra as forças de segurança iraquianas, incluindo as forças locais curdas", disse Kirby.

Recentemente a administração do presidente Barack Obama decidiu enviar mais 1,5 mil soldados americanos ao Iraque para aconselhar e treinar os iraquianos. Nas próximas semanas, as primeiras tropas americanas chegarão ao Iraque para treinar forças iraquianas a recuperar áreas tomadas pelo EI, como a cidade de Mosul, no norte do país.

"Acho que o que devemos fazer, especialmente no interior do Iraque, é continuar o treinamento. Acho que estamos falando de um mínimo de três anos", disse o tenente-general do Exército dos EUA, James Terry. Mas ele preferiu não comentar quando uma potencial operação para retomar Mosul pode ser lançada.

PV/pa/afp/rtr/lusa/ap

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