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Mundo

Ocidentais são libertados no Afeganistão

Estrangeiros foram transportados dentro de um contêiner de Cabul para a prisão de Ghasni e, após o bombardeio da cidade, a Aliança do Norte abriu os portões do cárcere, contou um dos alemães libertados.

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Georg Taubmann, na embaixada alemã no Paquistão: a libertação "foi um milagre"

Uma ação militar de resgate, com uso de helicópteros, libertou no Afeganistão os oito ocidentais presos há mais de três meses pelos talibãs sob acusação de propagarem o cristianismo. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, deu a notícia, em Washington, na última madrugada. "Foi um milagre", disse Georg Taubmann, um dos alemães libertados, ao chegar hoje em Islamabad. Os quatro alemães, duas americanas, um homem e uma mulher australianos, que trabalham para a ONG de ajuda internacional Shelter Now, com sede na Alemanha, encontram-se agora nas embaixadas de seus respectivos países no Paquistão.

Livres da ameaça de pena de morte, eles vão receber assistência psicológica durante uma semana num país, cujo nome será mantido sob sigilo. Depois disso, todos retornarão às suas pátrias, segundo anunciou o presidente da Shelter Now, Udo Stolte, aqui em Colônia. Os libertados se encontram em bom estado de saúde, mas muito estressados. A libertação gerou grande alívio na Alemanha. O ministro do Exterior, Joschka Fischer, disse, em Berlim, que não houve pagamento de resgate.

O julgamento dos oito estrangeiros, sob acusação de propagarem o cristianismo no país dos mulás, foi interrompido com o início dos bombardeios dos EUA no Afeganistão, em sete de outubro, em represália aos atentados de 11 de setembro, que destruíram o World Trade Center e parte do Pentágono. Os 16 empregados afegãos da Shelter Now presos em agosto, juntamente com os ocidentais, também foram libertados pela Aliança do Norte, anunciou um advogado deles no Paquistão.

Ação de resgate - "A dramática ação de resgate" aconteceu na noite de quarta-feira, segundo o secretário da Defesa americana. Rumsfeld contou que três helicópteros das forças americanas especiais de ação aterrissaram num campo perto de Ghasni, situada a 80 quilômetros de Cabul e recolheram os oito estrangeiros. Sem entrar em detalhes, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que as forças especiais americanas em terra foram apoiadas por diversos grupos afegãos e a Cruz Vermelha Internacional.

Libertação - O alemão Taubmann, de 45 anos, contou que, antes de a Aliança do Norte ocupar Cabul, ele e seus colegas foram colocados dentro de um contêiner e, dentro dele, transportados para Ghasni, numa viagem de duas horas. Na terça-feira, a cidade foi bombardeada e houve uma rebelião. Na sua retirada de Ghasni, os talibãs deixaram os estrangeiros na prisão da cidade abandonada, relatou o alemão da Baviera, acrescentando: "Depois chegaram combatentes da Aliança do Norte com forças locais e abriram os portões do cárcere. Quando estávamos saindo da prisão, as pessoas saíam de suas casas, nos aplaudiam e abraçavam, como se fosse uma grande festa. "

Além do bávaro, os libertados são as alemãs Silke Dürrkoph, de 36 anos, Katrin Jelinek (29) e Margrit Stebner (43), as americanas Heather Mercer e Dayna Curry, a australiana Diana Thomas e seu compatriota Peter Bunch.