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Alemanha

OCDE aponta demanda de mão-de-obra qualificada na Alemanha

Relatório sobre migração da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico registra falta de mão-de-obra qualificada na Alemanha e decréscimo no número de imigrantes legais registrados no país.

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Fila em frente ao Departamento de Estrangeiros de Hamburgo: imigração deveria ser facilitada

Segundo informações divulgadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta segunda-feira (25/06), em Paris, a Alemanha deveria facilitar ao máximo a entrada de imigrantes capazes de exercer atividades qualificadas. Os problemas acarretados pela redução no número de habitantes do país deverão assolar de forma mais rápida e veemente a Alemanha do que outras nações européias, alertam os especialsitas.

De acordo com o relatório da organização, para compensar a perda no número de pessoas em idade ativa, a Alemanha deveria passar a receber, até 2010, cerca de 150 mil imigrantes por ano, pois até 2020, a percentagem da população ativa do país deverá sofrer um decréscimo de aproximadamente 6%. Além da Alemanha, a Itália e o Japão são os outros dois países da OCDE que, já agora, apresentam uma redução da população economicamente ativa.

Melhor integração

Integrationskurse für Ausländer

Cursos para estrangeiros em Frankfurt: tentativa de integração

As lacunas que vão aparecer no mercado de trabalho não deverão, porém, ser preenchidas apenas através da imigração, alerta Heino von Meyer, diretor do centro da OCDE em Berlim. Para compensar as perdas drásticas de força de trabalho, deveria haver uma melhor integração dos estrangeiros que já vivem no país e uma melhoria nas chances de emprego para mulheres e idosos, observa o especialista.

Em alguns casos, como o de trabalhadores altamente qualificados e de trabalhadores capazes de prestar assistência a idosos e enfermos, o problema da falta de mão-de-obra já é hoje evidente na Alemanha, aponta Von Meyer.

Legais e ilegais

O relatório da OCDE registra um aumento de residentes legais com visto permanente nos países-membros da organização, que passou em 2005 para quatro milhões de pessoas em 2005, em contraponto aos 3,5 milhões registrados no ano anterior.

Por outro lado, em 2005 a Alemanha teve 13 mil imigrantes legais a menos que em 2004. Já os imigrantes ilegais ne Europa perfazem um total de 1% da população, segundo os técnicos da OCDE.

Requentes de asilo

Ausländerbehörde Hamburg

Número de requerentes de asilo caiu em 2005

Na Alemanha, Áustria, Bélgica, Reino Unido, Dinamarca e Portugal, 30 a 40% dos imigrantes residentes chegaram ao país com vistos de trabalho. O número de requerentes de asilo nos países da OCDE continuou a diminuir em 2005, com 300 mil pedidos por ano, o que significa a metade do número de requerimentos recebidos no ano de 2000. Aproximadamente 23% dos requerentes de asilo provêm da África. Em termos absolutos, o número maior de pedidos de asilo político foi feito na França – que registrou 42 mil requerimentos ao ano – seguida do Reino Unido e da Alemanha, com 30 mil pedidos anuais. Em termos relativos, ou seja, em relação à população local, a Áustria foi o país da OCDE que mais recebeu requerimentos de asilo. (sv)

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