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Mundo

Observadores da ONU suspendem missão na Síria

De acordo com o comandante das operações, a escalada da violência no país vem colocando em risco a vida dos enviados. Anúncio sinaliza fracasso do acordo de cessar-fogo.

Após dois meses de trabalhos, os observadores das Nações Unidas na Síria interromperam sua missão no país neste sábado (16/06). Segundo o general Robert Mood, comandante da missão da ONU em território sírio, a justificativa é o aumento, nos últimos dez dias, da violência provocada pelos conflitos entre as tropas leais ao presidente Bashar al-Assad e os rebeldes. A situação coloca em risco a vida dos observadores.

"Os observadores não farão mais as rondas e permanecerão em seus locais até receberem novas instruções", afirma Mood em comunicado. "A suspensão será revista diariamente. As operações serão retomadas quando nós observarmos que a situação está adequada para podermos seguir com as atividades das quais estamos encarregados", explica o general.

Fracasso do plano de paz

Chef der UN-Beobachter Robert Mood

Robert Mood chefia missão da ONU

De acordo com o norueguês, a intensificação da violência vem impedindo com que os 300 monitores não armados possam continuar acompanhando o cumprimento do acordo de cessar-fogo, acertado no dia 12 de abril entre governo e rebeldes. A interrupção dos trabalhos é o maior sinal de que o plano internacional de paz para a Síria intermediado pelo representante das Nações Unidas, Kofi Annan, fracassou.

"A falta de boa-vontade de ambas as partes em busca de uma transição pacífica e os avanços militares estão aumentando as perdas nos dois lados. E também está trazendo riscos significantes para nossos observadores", afirma Mood.

Centenas de pessoas – incluindo civis, rebeldes e forças do governo – foram mortas nestes últimos dois meses, período de vigência do cessar-fogo.

Na semana passada, um comboio trazendo observadores da ONU foi atacado por apoiadores de Assad enquanto tentava alcançar a cidade de Haffa. Enfurecidos, os manifestantes atiraram pedras e barras de ferro nos carros. No dia 15 de maio, uma bomba depositada na beira da estrada atingiu um carro de observadores pouco depois de eles terem se encontrado com rebeldes no norte do país.

Ativistas afirmam que 14 mil pessoas já morreram em conflitos na Síria, que começaram em março de 2011.

MSB/ap/rtr/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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