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Mundo

Observadores da ONU denunciam "crimes horrendos" na Síria

Confrontos na Síria deixam quase 80 civis mortos no início do fim de semana. Rússia reforça apelo por conferência internacional sobre o conflito no país, mas países ocidentais rejeitam a ideia.

Os observadores enviados pelas Nações Unidas à Síria examinaram neste sábado (09/06), pela primeira vez, o cenário do massacre ocorrido em Al Kubair, na província de Hama, que deixou, segundo a oposição do governo, quase 80 civis mortos.

Sausan Ghoshe, porta-voz da ONU na Síria, afirmou que no local "ocorreram com certeza crimes horrendos" e que o odor de cadáveres permanece no ar. Além disso, os observadores relataram a existência de rastros de sangue em paredes dos prédios da cidade. Enquanto o governo insiste em afirmar que o massacre foi cometido por supostos "terroristas", os oposicionistas acusam a milícia Shabiha, próxima ao governo, de ter cometido os crimes.

Anschlag auf UN Beobachter in Daraa Syrien

Ataques em Daraa deixam civis mortos

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos divulgou que 17 pessoas foram mortas em Daraa. A organização informou que, somente na última sexta-feira (08/06), 68 pessoas foram mortas em todo o país, sendo 36 civis. Os confrontos têm se intensificado nos últimos dias. De acordo com levantamento do Observatório, mais de 13,5 mil pessoas morreram na Síria desde o início das manifestações contra o governo, no ano passado.

Novo apelo russo

A Rússia ampliou seus apelos por um encontro internacional sobre a Síria, sublinhando que sanções ou intervenções militares vão apenas tornar a situação mais grave. "Aplicar restrições ou medidas de força não vai obviamente trazer paz e irá apenas exacerbar a situação que já é complexa", disse o vice-ministro russo do Exterior, Gennady Gatilov.

Os massacres reportados na Síria nas últimas semanas têm aumentado as dúvidas sobre a eficiência do plano de paz elaborado pela ONU e impulsionado novas propostas de sanções ocidentais contra o país. A Rússia defende o plano de paz. O ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, vê uma eventual conferência internacional sobre o conflito sírio como forma de fazer com que o plano liderado por Kofi Annan funcione. Para ele, é necessária a participação de nações e grupos que tenham influência sobre o governo de Bashar Al-Assad e sobre seus inimigos.

A Rússia defende que o Irã tem "todo o direito" de participar da resolução do conflito e que Teerã poderia exercer um "papel construtivo na busca de um caminho para solucionar o conflito na Síria". Potencias ocidentais não concordam com a presença do Irã no diálogo.

Conselho escolhe novo líder

Burhan Ghalioun während einer Pressekonferenz in Istanbul

CNS escolhe substituto de Burhan Ghalioun

Líderes do Conselho Nacional Sírio (CNS) exilados na Turquia escolhem neste sábado (9/6) seu novo presidente, após o afastamento de Burhan Ghalioun, no mês passado. A votação acontece após comoção internacional pelo massacre em Al-Kubair.

Ghalioun pediu demissão no dia 17 de maio último, sob as acusações de abuso de poder e de não conseguir comandar de forma eficiente os comitês de coordenação local, que estão conduzindo os protestos contra o governo. Seus críticos também o condenam por concordar que a Irmandade Muçulmana desempenhe um papel de liderança no CNS.

Os oposicionistas tentam encontrar um nome de consenso que possa ser aceito por islâmicos, liberais e nacionalistas. O mais cotado é o do curdo Abdel Basset Sayda, membro do comitê executivo do CNS. Sayda está exilado na Suécia e integra o Conselho como ativista independente. Ele também lidera o departamento de direitos humanos do órgão.

MP/dpa/rtr/afp
Revisão: Soraia Vilela