Obra roubada de Caravaggio é recuperada em Berlim | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 28.06.2010
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Cultura

Obra roubada de Caravaggio é recuperada em Berlim

Quadro do mestre italiano foi pintado em 1602 e é avaliado em milhões de dólares. Polícias alemã e ucraniana prenderam 24 suspeitos de fazerem parte de quadrilha internacional.

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Obra recuperada tem mais de 400 anos

Após ficar desaparecido por dois anos, o quadro A Prisão de Cristo, óleo sobre tela pintada pelo mestre italiano Caravaggio, foi recuperado em Berlim. Nesta segunda-feira (28/06), a polícia alemã informou que a obra foi reencontrada depois de uma operação conjunta realizada na última sexta-feira entre o Departamento Federal de Investigações (BKA, da sigla em alemão), com a unidade de elite alemã GSG-9 e a polícia ucraniana.

A obra de Michelangelo Merisi, que adotou o nome da cidade de seus pais como nome artístico, foi finalizada por volta de 1602. A polícia divulgou que o quadro roubado em 2008 do Museu de Arte Ocidental e Oriental da cidade ucraniana de Odessa seria comercializado em Berlim ainda na sexta-feira passada. Três ucranianos e um russo teriam manifestado interesse na compra.

Quatro suspeitos de pertencer a uma quadrilha internacional especializada em artes foram presos na capital alemã. Outros 20 suspeitos foram detidos pela polícia ucraniana. "As autoridades ucranianas avaliaram a pintura em milhões dólares", disse um comunicado da polícia alemã.

Polêmicas do passado

No passado, pensava-se que a pintura do mestre Caravaggio (1571-1610), também conhecida pelo nome O beijo de Judas, era, na verdade, uma cópia da original que estaria à mostra na National Gallery de Dublin, na Irlanda. No entanto, em 1950, um especialista em artes declarou que, de fato, a obra exposta na Ucrânia era o original.

O quadro havia sido comprado por um embaixador russo na França e foi dado ao príncipe Vladimir Alexandrovich Romanov no final do século 19. Depois da Revolução Russa, a pintura foi doada para uma escola de artes em Odessa, e então seguiu para o museu.

NP/afp/dpa

Revisão: Roselaine Wandscheer

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