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Mundo

Obama vai enviar forças especiais à Síria

Governo dos EUA vai enviar menos de 60 soldados para aconselhar e apoiar grupos rebeldes considerados moderados. Decisão contraria declarações anteriores de Obama de que não colocaria militares americanos na Síria.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai enviar um pequeno número de soldados das forças e operações especiais para o território controlado por forças curdas no norte da Síria, anunciou a Casa Branca nesta sexta-feira (30/10). Os soldados vão aconselhar grupos rebeldes considerados moderados por Washington.

Obama, que por muito tempo havia resistido a tomar essa medida para evitar que os EUA estejam novamente envolvidos numa guerra no Oriente Médio, pretende enviar menos de 60 soldados de operações especiais. Um funcionário do governo americano disse que o número deve variar entre 20 e 30, mas não pôde fornecer detalhes.

As autoridades americanas sublinharam, no entanto, que as forças de segurança não devem participar de combates na linha de frente, mas apenas prestar consultoria e apoiar os rebeldes. Segundo um funcionário, o papel principal das tropas americanas na Síria seria o de "logística", que visa assegurar que armas e outros materiais sejam entregues às forças que os EUA apoiam na Síria.

A decisão dos EUA vem depois de a Rússia ter intensificado sua campanha militar na Síria, em setembro, para apoiar o presidente Bashar al-Assad. Moscou vem afirmando que está bombardeando alvos do "Estado Islâmico" (EI), mas seus ataques aéreos atingiram majoritariamente grupos oposicionistas de Assad, muitos deles apoiados por Washington.

A nova estratégia dos EUA para ajudar na luta contra o "Estado Islâmico" na Síria será acompanhada por uma nova força de operações especiais estacionada em Erbil, no norte do Iraque. Além disso, a Casa Branca pretende intensificar a cooperação com os iraquianos para a retomada da cidade de Ramadi e ampliar a ajuda de segurança para a Jordânia e o Líbano. Obama ainda autorizou o envio de aeronaves militares A-10 e F-15 para a base aérea turca de Incirlik.

O secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, já havia

indicado nos últimos dias que haveria uma mudança na política americana em relação à crise na Síria

. Com ataques aéreos adicionais, os EUA querem primeiramente viabilizar que forças rebeldes consigam se aproximar mais ainda da fortaleza do EI, a cidade de Raqqa.

No entanto, o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea ou uma zona-tampão (área desmilitarizada) para proteger os civis segue descartado, aparentemente. A implementação dessas áreas é defendida pela ex-secretária de Estado e candidata democrata à presidência americana, Hillary Clinton.

PV/rtr/afp/dpa

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