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Alemanha

Obama sabia de grampo em telefone de Merkel, afirma jornal alemão

Imprensa contradiz Casa Branca, afirmando que presidente americano sabia da espionagem telefônica contra premiê desde 2010. Programa da NSA teria iniciado em 2002, com a recusa alemã em participar da guerra no Iraque.

Segundo o jornal alemão Bild am Sonntag, pelo menos desde 2010 o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sabia que seu serviço secreto grampeava o telefone da chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Naquele ano, o diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), Keith Alexander, teria informado pessoalmente ao presidente americano sobre a ação sigilosa. "Obama não suspendeu a operação na ocasião, mas sim a deixou seguir", afirma o periódico em sua edição deste domingo (27/10), citando como fonte um alto funcionário da NSA.

Em contrapartida, segundo a revista Der Spiegel, na última quarta-feira Obama teria assegurado a Merkel pelo telefone não estar informado sobre o ato de espionagem. Se esse tivesse sido o caso, prosseguiu, ele teria suspendido imediatamente a operação. Em seguida, Obama desculpou-se junto à chefe de governo e expressou consternação profunda, noticiou o semanário alemão, com base em informações da Chancelaria Federal.

Central de operações em Berlim

Obama zum Haushaltskompromiss

Obama garantiu a Merkel que, se soubesse da espionagem, teria mandado suspender a operação

O Bild am Sonntag afirma ainda que a Casa Branca teria solicitado à NSA um dossiê extenso sobre a premiê da Alemanha, pois Obama não confiava em Merkel e desejava saber tudo sobre ela. Depois disso, a agência de segurança haveria intensificado as ações de vigilância em torno da política democrata-cristã.

Além do telefone celular do partido, a NSA também teria interceptado um segundo aparelho, supostamente à prova de grampos, que Merkel só recebeu no meio deste ano. Esse detalhe é interpretado como uma indicação de que a operação de espionagem foi mantida até muito recentemente.

Os técnicos da NSA interceptaram tanto os SMS quanto as conversas telefônicas da chefe de governo. Apenas o telefone fixo da Chancelaria Federal, protegido por medidas especiais, não foi espionado, informa o jornal.

O posto das operações de espionagem era o quarto andar da embaixada americana em Berlim. As informações coletadas eram encaminhadas diretamente à Casa Branca, sem passar primeiramente à central da NSA em Fort Meade, Maryland, como é feito normalmente.

Programa iniciado por Bush

Putin und Schröder, Gasprom

Putin (e) e Schröder em 2005: proximidade Berlim-Kremlin inquietava governo Bush

Ainda segundo o diário alemão, o antecessor de Merkel, Gerhard Schröder, também teve suas comunicações grampeadas. O programa secreto de investigações foi iniciado em 2002 pelo então presidente George W. Bush, a partir do "não" de Berlim à participação na guerra no Iraque.

Assim, Washington passou a questionar se Schröder ainda era confiável. A proximidade dele com o então presidente russo, Vladimir Putin, era igualmente fonte de dúvidas. A Spiegel acrescenta que, já em 2002, o celular de Merkel constava de uma lista de alvos de investigação da NSA.

Até o momento, Obama ainda não se pronunciou publicamente a respeito do escândalo. Em referência ao telefonema com Merkel, a Casa Branca apenas declarou, em comunicado escrito: "O presidente assegura à chanceler federal que os Estados Unidos não vigiam e não vigiarão as comunicações da chanceler Merkel". Com isso, continua em aberto se o telefone da chefe de governo foi grampeado ou não no passado.

AV/dpa/afp/rtr

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