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Mundo

Obama rejeita controverso oleoduto Keystone XL

Após sete anos de análises, presidente americano afirma que projeto não contribuiria muito para economia. Decisão é vitória para ambientalistas, que temiam aumento de emissões de gases do efeito estufa com construção.

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Ativistas protestavam há sete anos contra oleoduto

Depois de sete anos de avaliação, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou nesta sexta-feira (06/11) a proposta de construção do oleoduto Keystone XL entre o Canadá e o estado americano do Nebraska. O anúncio representa uma vitória para movimentos ambientais, contrários ao projeto.

"O oleoduto não traria uma contribuição significativa a longo prazo para nossa economia", afirmou Obama. O presidente disse ainda que o projeto não reduziria os preços de gasolina e transportar petróleo "sujo" do Canadá não aumentaria a segurança energética dos EUA.

O projeto previa a ligação de redes de dutos existentes entre Canadá e Estados Unidos e transportaria 830 mil barris por dia de petróleo sintético e betume diluído das areias betuminosas da província canadense de Alberta até refinarias em Illinois e, eventualmente, até a costa do Golfo do México.

O secretário de Estado americano, John Kerry, quem determinou que o gasoduto não era de interesse do país, antes da decisão de Obama, declarou que a aprovação para a construção de Keystone iria "comprometer de forma significativa" a capacidade americana de continuar liderando o combate às mudanças climáticas.

Em 2008, a empresa canadense TransCanada solicitou a permissão do governo americano para a construção do gasoduto. A proposta, no entanto, causou uma série de protestos de ativistas ambientais, que transformaram Keystone em um slogan para o combate ao aquecimento global.

A empresa defendia que o oleoduto traria segurança energética para a América do Norte, além de gerar milhares de empregos.

Ambientalistas comemoram

Após o anúncio, Obama ligou para o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, para conversar sobre a decisão. O premiê declarou que ficou desapontado com a rejeição do oleoduto, mas acrescentou que a relação entre Canadá e EUA é "muito maior do que qualquer projeto".

A decisão também não agradou à oposição. O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, chamou a rejeição de "doentia", alegando que Obama está recusando milhares de empregos bem remunerados, desdenhado o maior parceiro comercial americano e ignorando o desejo do povo e do Congresso.

Os republicanos defendiam a aprovação do oleoduto como forma de reduzir a dependência americana do petróleo importado do Oriente Médio.

Ambientalistas, porém, temiam que o projeto aumentasse as emissões de gases do efeito estufa e os riscos de danos ambientais, devido a possíveis vazamentos na tubulação. O Greenpeace afirmou que a decisão é uma vitória também para agricultores e comunidades que seriam afetadas pelo oleoduto.

"Ao rejeitar Keystone e cancelar concessões de perfurações no Ártico, o presidente Obama está começando a construir um legado climático que foca na necessidade crítica de manter combustíveis fósseis no solo", afirmou a diretora do Greenpeace nos Estados Unidos, Annie Leonard.

Apesar da rejeição, a Casa Branca afirmou que a decisão é específica para o projeto de Keystone e não diz respeito a outras propostas desse tipo. "Isso não significa que não serão mais construídos oleodutos no país nos próximos 15 meses", afirmou o porta-voz do governo Josh Earnest, fazendo referência ao período restante do mandato de Obama.

CN/dpa/rtr/afp

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