Obama recebe Trump para iniciar transição política | Cobertura especial sobre as eleições nos Estados Unidos | DW | 10.11.2016
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Eleições nos EUA

Obama recebe Trump para iniciar transição política

Presidente democrata reúne-se com sucessor republicano na Casa Branca. Campanha eleitoral foi marcada por troca de farpas entre os dois políticos, mas Obama promete transição de governo pacífica.

O presidente americano, Barack Obama, recebe nesta quinta-feira (10/11), na Casa Branca, o seu sucessor no cargo, Donald Trump. O encontro no Salão Oval, dois dias após a eleição presidencial, simboliza o início da transição entre os dois governos.

A reunião está marcada para às 11 da manhã (hora local) e colocará frente a frente duas agendas políticas diametralmente opostas. De um lado, Obama, do Partido Democrata, que deixa como legado uma lei abrangente do sistema de saúde público e um acordo nuclear histórico com o Irã; do outro, Trump, do Partido Republicano, que promete, entre outras coisas, desfazer tudo isso.

O novo líder também pretende construir um muro ao longo da fronteira com o México e impedir a entrada de muçulmanos no país.

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Obama e Hillary pedem unidade

Troca de farpas

Durante a campanha, foram notórias as farpas trocadas entre Obama e Trump. O republicano, por exemplo, liderou um movimento que questionava a cidadania americana do atual presidente, que, por sua vez, chamou o magnata de temperamentalmente inapto para a presidência e despreparado para obter acesso aos códigos nucleares dos EUA. Como presidente eleito, Trump terá o direito de obter o mesmo boletim informativo diário que Obama – o qual inclui informações sobre operações secretas, líderes mundiais e outros dados coletados pelas 17 agências de inteligência americanas.

Apesar das diferenças, Obama prometeu na quarta-feira uma transição de governo pacífica. "Todo mundo fica triste quando seu lado perde uma eleição, mas, no dia seguinte, temos que lembrar que somos um time", disse Obama, numa coletiva de imprensa na Casa Branca, ao lado do vice-presidente Joe Biden. "Somos antes de tudo americanos, somos patriotas e queremos o melhor para nosso país."

Ainda é cedo para dizer se o republicano manterá muitas das tradições adotadas por outros presidentes na Casa Branca. Durante a campanha, ele nunca permitiu que jornalistas o acopanhassem em voos, e seus assessores já avisaram que não pretendem trazer repórteres para o encontro com Obama.

Nesta quinta-feira, também está previsto um encontro a portas fechadas da primeira-dama Michelle com a esposa do candidato recém-eleito, Melania Trump.

A cerimônia de posse oficial de Trump deve acontecer no dia 20 de janeiro.

IP/ap/afp/Reuters

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