1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Obama pede autorização do Congresso para combater EI

Proposta do presidente dos EUA prevê operações militares terrestres limitadas, mas não contempla invasão e ocupação em larga escala. Segundo ele, objetivo é "degradar e derrotar" o "Estado Islâmico".

O presidente dos EUA, Barack Obama, enviou ao Congresso nesta quarta-feira (11/02) um pedido de autorização para usar força militar na campanha contra o grupo extremista "Estado Islâmico" (EI).

A autorização valeria por três anos; não contempla invasão e ocupação em larga escala; e prevê o uso de operações militares terrestres limitadas, em situações como o resgate de um cidadão americano ou perseguição a um líder terrorista.

Equivalente a uma declaração de guerra, a medida permitira que Obama levasse a cabo a luta contra o grupo jihadista apoiado por uma firme base legal. A proposta é um sinal de aumento da pressão dos EUA sobre o EI, que domina grande parte da Síria e do Iraque, onde vêm sendo realizados ataques aéreos desde meados do ano passado.

"Encaminhei uma estratégia abrangente e sustentável para degradar e derrotar o EI", escreveu o presidente numa carta anexada à proposta. Segundo o texto, Obama teria que prestar contas ao Congresso a cada seis meses, e não haveria limites geográficos para as ações militares.

Ainda de acordo com a proposta, o presidente também pretende revogar a medida que autorizou a Guerra do Iraque, em 2002. Mas a proposta mantém uma autorização de 2001, aprovada pouco depois do 11 de Setembro, para uma campanha contra a Al Qaeda e suas ramificações.

Obama disse manter seu comprometimento de trabalhar junto ao Congresso e que adotar uma medida específica para a campanha contra o EI poderia servir de modelo para renovar a autorização de 2001.

A proposta de Obama precisa ser aprovada pelas duas casas do Congresso – Senado e a Câmara dos Representantes. Os planos do presidente devem gerar um debate intenso entre democratas, que costumam ser cautelosos com relação a outra guerra no Oriente Médio, e republicanos, muitos dos quais têm pressionado por medidas mais contundentes contra os jihadistas.

LPF/rtr/afp

Leia mais