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Mundo

Obama pede 500 milhões de dólares para armar rebeldes sírios

Se aprovada pelo Congresso, medida implicaria mudança significativa na política americana para a guerra civil na Síria. Até então, Obama se mostrava relutante em enviar armas para os rebeldes.

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira (26/06) ao Congresso para aprovar uma ajuda financeira de 500 milhões de dólares destinada a "treinar e equipar" os rebeldes sírios que combatem tanto o presidente Bashar al-Assad como o grupo extremista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Os recursos ajudarão os sírios a se defender, a estabilizar as áreas sob controle da oposição, a facilitar a prestação de serviços essenciais, a combater as ameaças terroristas e a promover as condições para uma solução negociada, argumentou o governo americano, demonstrando preocupação com a influência dos extremistas do EIIL na Síria e no vizinho Iraque.

Obama sempre relutou em apoiar os rebeldes sírios com armas, temendo que estas pudessem cair nas mãos de extremistas. Para críticos, a relutância do líder americano abriu espaço para grupos extremistas, como o EIIL.

Oficialmente, o apoio dos EUA aos rebeldes sírios foi limitado logo no início do conflito, em março de 2011: 287 milhões de dólares em material não letal. Entretanto, a CIA participou de um programa secreto de treinamento militar dos rebeldes moderados na Jordânia.

Os 500 milhões pedidos agora por Obama fazem parte de um pacote de 1,5 bilhão de dólares dedicado a uma "iniciativa de estabilização regional" para ajudar a oposição a Damasco e os vizinhos da Síria – Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque – a lidarem com as consequências da guerra civil síria nos seus territórios.

O 1 bilhão restante destina-se aos países vizinhos, para fortalecerem a segurança interna, as fronteiras e a capacidade de receberem refugiados sírios.

O presidente americano anunciou a decisão num discurso na Academia Militar de West Point, no qual também revelou a criação de um fundo de 5 bilhões de dólares para financiar a luta contra o terrorismo.

AS/lusa/ap

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