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Mundo

Obama homenageia pastor morto em Charleston

Durante funeral de Clementa Pinckney, presidente dos EUA canta "Amazing Grace", hino associado às lutas afroamericanas contra o racismo. Obama ainda discursa pelo fim dos símbolos de opressão racial.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prestou uma homenagem nesta sexta-feira (26/06) ao pastor Clementa Pinckney, morto durante ataque na semana passada à Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, em Charleston. Em emocionado discurso no funeral do senador pela Carolina do Sul, Obama cantou "Amazing Grace", hino geralmente associado às lutas afroamericanas contra o racismo.

No último dia 18, Dylann Roof, de 21 anos, abriu fogo contra fiéis que participavam de um estudo bíblico na igreja frequentada por integrantes da comunidade negra.

Nove pessoas morreram no ataque

motivado por ódio racial.

Obama disse Pinckney compreendia que "alimentar os famintos, vestir os descamisados e dar abrigo aos sem-teto não era apenas um chamado para a caridade isolada, mas um ato imperativo para uma sociedade mais justa". O presidente conheceu o pastor em 2007, quando disputava a Casa Branca pela primeira vez.

Durante discurso, Obama ainda conclamou os americanos a eliminar símbolos de opressão e racismo, inclusive a bandeira da Confederação, a qual o presidente chamou de "lembrança de uma opressão sistêmica e de subjugação racial". Desde o ataque em Charleston, esquentaram os debates nos EUA

sobre a continuidade do uso do símbolo no estado

. "Baixando essa bandeira, expressamos a graça divina", disse Obama.

Após invocar diversas vezes o conceito de graça, Obama puxou o canto de "Amazing Grace", um gesto aparentemente espontâneo que foi seguido por cerca de 5,5 mil pessoas presentes à cerimônia – entre elas a viúva de Pinckney, Jennifer, e o vice-presidente, Joe Biden.

No sábado passado, fotografias do atirador de Charleston e um manifesto racista aparentemente escrito por ele foram descobertos pela polícia. As imagens mostram Roof posando com uma arma na mão em frente ao museu militar de relíquias da Confederação (unidade política formada por seis estados sulistas dos EUA, em 1861) e de casas de escravos que trabalhavam no plantio.

Em fotos exibidas no Facebook, Roof aparece com uma jaqueta preta com remendos da bandeira sul-africana da época do apartheid, além da bandeira da Rodésia (nome do atual Zimbábue quando o país era governado pela minoria branca).

MSB/rtr/dpa/ap/afp

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