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Mundo

Obama foca em segurança em visita à Etiópia

Presidente dos EUA destaca importância da cooperação entre os dois países na luta contra o terrorismo na região e o grupo radical islâmico Al Shabaab. Líder americano pede que país africano promova democracia.

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Obama e o premiê etíope, Hailemariam Desalegn

Em visita à Etiópia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontrou nesta segunda-feira (27/07) com o primeiro-ministro do país africano, Hailemariam Desalegn, para discutir questões de segurança regional e a ameaça do grupo radical islâmico Al Shabaab. O americano, que visitou o Quênia no último fim de semana, também quer impulsionar os laços comerciais com a África.

Após a reunião com o líder etíope, Obama destacou as conexões "profundas e duradouras" entre os dois países. Em coletiva de imprensa na capital Adis Ababa, o presidente enfatizou a importância da cooperação EUA-Etiópia na luta contra o terrorismo, com a Etiópia na vanguarda da luta contra o Al Shabaab, baseado na Somália.

Assim como o Quênia, a Etiópia tem tropas na Somália, que integram uma missão da União Africana apoiada pelos EUA que tenta derrotar os extremistas. No último domingo, os jihadistas atacaram um hotel de luxo na capital somali. Desalegn disse que havia concordado em intensificar a campanha contra o terrorismo na região e que vai aumentar a cooperação em inteligência com os EUA.

Obama declarou ainda que vai convocar uma reunião de líderes regionais nesta segunda-feira à noite para discutir a guerra civil no Sudão do Sul, onde diferentes facções do governo estão envolvidas num conflito marcado por atrocidades.

Além disso, o presidente americano enfatizou a importância do avanço da economia da Etiópia, uma das maiores da África, e elogiou o progresso do país em desenvolvimento e no combate à pobreza e doenças.

Direitos humanos

Na coletiva de imprensa, Obama disse também ter abordado questões de direitos humanos no encontro com Desalegn e incentivado a Etiópia a tomar medidas para promover uma boa governança e democracia. Ativistas acusam o governo etíope de usar a segurança nacional como pretexto para reprimir dissidentes e a liberdade de expressão.

O primeiro-ministro etíope respondeu que o seu país está comprometido em trabalhar para a melhoria dos direitos humanos e da governança. Ele disse ter "pequenas diferenças" com os EUA em relação à velocidade da democratização do país, mas insistiu que o compromisso com a democracia é "real".

Na Etiópia, Obama não fez menção aos direitos homossexuais, tema que havia abordado em sua visita ao Quênia. Os dois países africanos, assim como outros do continente, consideram relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo ilegais e, muitas vezes, sujeitas a sentenças de prisão.

Obama é o primeiro presidente americano em exercício a visitar a Etiópia. Nesta terça-feira, ele também será o primeiro líder dos EUA a discursar à União Africana, bloco regional com 54 membros, em Adis Ababa.

FC/rtr/afp/ap

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