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Mundo

Obama exige que Putin pressione rebeldes a facilitarem acesso a voo MH17

Presidente americano insta Moscou a intervir junto a separatistas no leste ucraniano para que parem de adulterar provas e deem acesso imediato e completo aos investigadores já presentes no local do desastre.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou nesta segunda-feira (21/07) seu presidente da Rússia, Vladimir Putin, para que force os separatistas no leste da Ucrânia a cooperarem com a investigação sobre a queda do avião da Malaysia Airlines.

Horas depois de o primeiro grupo de peritos holandeses ter tido acesso aos corpos das vítimas, Obama disse que o caos registrado no local do acidente era um “insulto” àqueles que perderam parentes no desastre e disse que Putin tem de provar que apoia uma investigação "completa e justa".

"O peso agora está sobre a Rússia para que insista junto aos separatistas para que parem de adulterar provas e deem acesso imediato e completo aos investigadores que já estão no local", afirmou Obama na Casa Branca. "O que eles estão tentando esconder?"

O premiê da Holanda, Mark Rutte, também pediu que Putin usasse sua influência com os separatistas para aliviar o clima de tensão. "Se nos próximos dias o acesso à área do desastre continuar inadequado, então todas as opções políticas, econômicas e financeiras contra aqueles que são, direta ou indiretamente, responsáveis estão sobre a mesa."

Na terça-feira, os ministros de Relações Exteriores da União Europeia se encontrarão e podem anunciar mais sanções contra a Rússia.

Peritos no local

MH17 Waggons Inspektoren aus der Niederlande 21.07.2014 Peter van Vliet

Peter Van Vliet: acesso a corpos em vagões de trem

Nesta segunda-feira, uma equipe de especialistas holandeses teve acesso aos corpos dos passageiros do voo MH17. Enquanto os peritos examinavam a condição dos corpos, o confronto entre separatistas pró-Rússia e forças do governo ucraniano se intensificava na região de Donetsk, a poucos quilômetros do local do acidente.

Segundo o governo ucraniano, o avião da Malaysia Airlines teria sido abatido com um míssil disparado por separatistas russos no leste do país. O acidente intensificou ainda mais a tensão na região, contribuindo para intensificar a pior crise diplomática entre o Ocidente e a Rússia desde a Guerra Fria.

O cheiro dos corpos em decomposição tomava conta da estação de Torez, perto de Donetsk, onde vagões de trem refrigerados armazenavam as vítimas que foram recuperadas até o momento. Eles serão levados para a Holanda assim que possível.

De acordo com autoridades ucranianas, após quatro dias, os restos mortais de todas as 298 vítimas da tragédia já foram encontrados. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou um cessar-fogo em um raio de 40 quilômetros em volta do local do acidente.

"Acho que o armazenamento dos corpos é de boa qualidade", disse Peter Van Vliet, chefe do grupo de peritos holandeses. No entanto, segundo ele, o local não oferece as condições técnicas necessárias para examinar os corpos que, depois de identificados, devem ser repatriados.

O vice-primeiro-ministro da Ucrânia, Volodymyr Groysman, disse que os corpos das vítimas seriam transportados de trem até a cidade de Kharkiv e, de lá, seriam levados para a Holanda – das 298 pessoas a bordo do MH17, cerca de dois terços eram holandesas.

Quatro dias após a queda do avião, investigadores internacionais ainda têm acesso limitado ao local do acidente. Segundo autoridades ucranianas, outra equipe de especialistas chegou à cidade de Carcóvia para auxiliar nos trabalhos de recuperação dos corpos. Especialistas da Malásia também deveriam chegar ao local na segunda-feira.

RM/afp/ap/dpa/rtr

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