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Mundo

Obama e Merkel apostam em diplomacia na crise da Ucrânia

Conversas em Washington acentuam convergência entre líderes, às vésperas de cúpula em Minsk. Mas Obama, ao contrário de Merkel, não descarta enviar armas à Ucrânia.

O conflito no leste da Ucrânia dominou o encontro entre a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente americano, Barack Obama, nesta segunda-feira (09/02), em Washington. Ambos os líderes concordam quanto à necessidade de seguir apostando numa solução diplomática.

Merkel repetiu seu ponto de vista – também defendido por outros dirigentes da União Europeia (UE) – que se deve evitar a todo custo uma guerra em solo europeu e, para tal, insistir nas negociações pacíficas enquanto for possível.

Nesse sentido, ela defendeu a efetividade das sanções como elemento de pressão sobre a economia russa. "Na minha visão, é certo nós termos continuado a elevar os custos [das ações da Rússia]. Eu sustento esse caminho cem por cento."

Antes, os ministros das Finanças da UE haviam esboçado em Bruxelas uma nova rodada de medidas punitivas à Rússia, incluindo novas proibições de ingresso no bloco e congelamento de bens. Sua eventual imposição, porém, dependerá dos resultados da conferência de cúpula em Minsk, programada para esta quarta-feira.

Além dos chefes de Estado ucraniano, Petro Poroshenko, e russo, Vladimir Putin, também Merkel e o presidente da França, François Hollande, estarão presentes no encontro na capital de Belarus, em que se tentará implementar o plano de paz entre Kiev e Moscou, assinado em setembro de 2014, mas logo desrespeitado por ambos os lados. Iniciado em abril de 2014, o conflito no leste da Ucrânia já fez cerca de 5.400 vítimas.

Coesão, apesar de "diferenças táticas"

Merkel e Obama enfatizaram que se manterão unidos na questão da Ucrânia, mesmo que venham a emergir pequenos desacordos – o presidente americano falou em "diferenças táticas". Segundo ambos, o que está em jogo não é um conflito regional, pois a Rússia tem colocado em questão a ordem europeia de paz.

A chanceler da Alemanha lembrou que o país violou duas vezes a soberania da Ucrânia: ao anexar a península da Crimeia e ao apoiar os separatistas no leste do país.

"Se a diplomacia fracassar esta semana, haverá uma resposta forte e unificada por parte dos Estados Unidos e da UE" e "vamos aumentar os custos" para Moscou, prometeu o presidente americano, para quem a parceria entre os dois países é "inabalável".

Ao contrário da maioria dos líderes europeus, Washington tem manifestado a intenção de reforçar o Exército ucraniano com equipamento bélico moderno, a fim de fazer frente aos rebeldes separatistas do leste da Ucrânia, que dispõem de armamentos pesados fornecidos por Moscou.

Obama disse que "a possibilidade de defesa letal é uma das que estão sendo examinadas", mas nenhuma decisão ainda foi tomada nesse sentido, e que ele aguardará os resultados de Minsk antes de considerar outras opções.

Sem uma resolução, "o isolamento da Rússia só vai piorar, tanto política como economicamente", observou. Ao mesmo tempo, o político democrata assegurou que o Ocidente não permitirá que a Rússia redefina as fronteiras europeias "a ponta de fuzil".

AV/ap/afp/rtr/dpa

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