Obama e McCain concordam em temas centrais para os europeus | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 03.11.2008
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Mundo

Obama e McCain concordam em temas centrais para os europeus

Política climática, Guantánamo, Cáucaso e Afeganistão são alguns dos temas em que há consenso entre Obama e McCain. Observadores consideram diferenças entre o democrata e o republicano mais de estilo do que de conteúdo.

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Obama e McCain esculpidos em abóboras

O pleito para a presidência dos Estados Unidos está na reta final, e os eleitores não são os únicos a esperar, do resultado das urnas, respostas decisivas para o futuro do mundo.

Grande parte dos europeus considera o democrata Barack Obama um melhor antídoto à pouco simpática administração de George W. Bush do que o republicano John McCain. Contudo, em diversos temas relevantes para a Europa, a diferença entre os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos é menor do que os europeus em geral acreditam. Esta é a opinião de Desmond Butler, da agência de notícias AP. Para o jornalista, a diferença está mais no tom do que na política concreta.

Consenso no clima e Guantánamo

Wahllokal in Ohio USA

Seção eleitoral em Ohio

Uma das acusações européias contra Bush é uma política externa que desconsiderou os aliados e desrespeitou o direito internacional. "De ambos os candidatos, os europeus podem esperar aqui uma nova atitude", afirma Butler.

No tocante à política climática, a rejeição do Protokolo de Kyoto por Bush colocou as relações transatlânticas à prova, desde o início. Tanto Obama como McCain são a favor de maiores esforços no sentido de reduzir as emissões de dióxido de carbono.

Os dois também concordam em que o controvertido campo de Guantánamo deva ser fechado. McCain, que foi vítima de tortura durante seu aprisionamento no Vietnã, condenou ainda mais duramente do que o candidato democrata a postura de Bush no tocante ao interrogatório dos suspeitos de terrorismo.

Mais presença européia na Otan

Democrata e republicano, porém, exigirão dos aliados maior engajamento na Otan, como já fez Bush. Segundo Butler, quem quer que assuma a Casa Branca fará da contribuição militar européia no Afeganistão um ponto central das relações transatlânticas.

Quem considera Obama menos militarista do que McCain se esquece de como o democrata se bateu pelo fortalecimento das tropas no país asiático, acrescenta o jornalista. Em seu discurso diante de 200 mil espectadores em Berlim, em julho último, Obama declarou: "O povo afegão precisa de nossos soldados e dos soldados de vocês".

"O que os dois candidatos esperam da Europa? A resposta é: mais", resume Daniel Hamilton, da Escola Paul Nitze de Estudos Internacionais Avançados. O embaixador norte-americano na Otan, Kurt Volker, já adiantou aos europeus que neste aspecto eles não devem esperar muitas mudanças com a passagem de poder.

Obama e McCain também desejam o ingresso das antigas repúblicas soviéticas Ucrânia e Geórgia na Otan, apesar da oposição de Moscou. Ambos defendem ainda a ampliação das capacidades da aliança militar para operações fora da Europa.

Mais retórica do que conteúdo?

Obama in Berlin - Zuschauer mit USA Flagge

O público de Barack Obama em Berlim

O analista Desmond Butler detecta na postura relativa à Rússia a maior diferença entre os dois candidatos à presidência norte-americana. Mesmo antes da invasão da Geórgia pelas tropas russas, McCain se destacou como crítico severo do Kremlin e exigiu a exclusão da Rússia dos encontros do G8.

O republicano exige que os russos sejam punidos pela invasão da Geórgia, pela intimidação de seus vizinhos e pelas violações dos direitos humanos em nível nacional. Este posicionamento preocupa diversos observadores na Europa. "A atitude confrontativa de McCain perante Moscou, declarada e de longa data, irá se diferenciar fortemente da postura de Obama, que é mais distinguidora", prevê Laurie Dundon, diretora para relações transatlânticas na Fundação Bertelsmann, em Washington.

Também Obama criticou a Rússia por motivos semelhantes aos do republicano, porém se colocou de forma mais reservada do lado georgiano durante o conflito no Cáucaso. Ele se pronunciou pela cooperação mais estreita com Moscou, sobretudo na não-proliferação de armas atômicas e no combate ao terrorismo.

Outros especialistas, contudo, atribuem antes à retórica do que ao conteúdo as diferenças entre a política de Obama e McCain para a Rússia. "Poder-se-ia argumentar que a atitude de John McCain para com a Rússia é mais ideológica", observa Karen Donfried, vice-presidente da Fundação Marshall. "Considerando, contudo, a política que estes homens seguem quando se encontram no cargo, a diferença nem é tão grande assim."

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  • Data 03.11.2008
  • Autoria Agências (av)
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