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América Latina

Obama e Castro dão aperto de mãos histórico

EUA e Cuba ensaiam reaproximação durante a 7ª Cúpula das Américas, no Panamá. Com relações rompidas desde 1961, é a primeira vez em mais de 50 anos que líderes dos dois países participam juntos de um evento oficial.

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e o cubano, Raúl Castro, se cumprimentaram e trocaram algumas palavras na noite desta sexta-feira (10/04) na abertura da 7ª Cúpula das Américas, a primeira da qual Cuba participa. Os dois estavam entre os líderes da região que se preparavam para entrar no plenário do Centro de Convenções.

O encontro foi testemunhado pelos presidentes Rafael Correa, do Equador, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, além do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. Durante a cerimônia de abertura, Castro e Obama estavam sentados na mesma fila e separados por dois outros presidentes, mas não houve contato entre eles.

"A presença do presidente de Cuba, Raúl Castro, representa o anseio expressado por muitos aqui na região", afirmou o secretário-geral da ONU que elogiou o esforço dos dois líderes para restaurar as relações bilaterais rompidas em 1961.

Os dois presidentes vão se reunir neste sábado. A 7ª Cúpula, que acontece no Panamá, já está sendo considerada histórica. Trata-se da primeira vez que Cuba participa do evento desde a criação do fórum em 1994. Neste ano, todos os olhares estão voltados para Obama e Castro, que aproveitam o evento para avançar em sua reaproximação.

Reunião bilateral com Obama

A presidente Dilma Rousseff vai se encontrar neste sábado às 15h30 (17h30 de Brasília) com Obama, em uma reunião bilateral às margens da cúpula. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, fontes do governo dizem que a brasileira deverá confirmar a visita a Washington, para o fim de junho ou início de julho.

A visita vai marcar a reaproximação entre os dois países após dois anos de relações estremecidas por conta do escândalo de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA). Dilma cancelou a ida à Casa Branca marcada para 23 de outubro de 2013 após as revelações de que o governo americano espionou suas comunicações, além das de empresas, como a Petrobras, e de cidadãos brasileiros.

Um dos objetivos da visita aos EUA será o de

intensificar as relações comerciais com o país

. Entre as pautas estão a liberação da exportação de carne in natura brasileira para os EUA, que ainda enfrenta alguns obstáculos; e ainda o chamado Global Entry, sistema que facilita a entrada de turistas brasileiros cadastrados.

FC/dpa/rtr/afp/dw

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