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Mundo

Obama diz que Europa precisa integrar melhor muçulmanos

Ao lado de Cameron, presidente afirma que extremismo não pode ser combatido apenas com armas e mais segurança. EUA e Reino Unido atuarão juntos contra ciberataques.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeram nesta sexta-feira (16/01) um esforço conjunto para combater o terrorismo, concordaram em manter as sanções econômicas à Rússia e defenderam que não sejam impostas novas sanções ao Irã.

Ambos expressaram apoio à França após os atentados da semana passada e também preocupação com a segurança interna em seus países. Mas Obama afirmou que uma operação de segurança não pode ser a única resposta aos ataques no país europeu – também é necessário integrar melhor os muçulmanos à sociedade francesa.

"Nossa maior vantagem é que a nossa população muçulmana se sente americana, e que há esse incrível processo de imigração e assimilação que faz parte da nossa tradição", disse Obama. "Há partes da Europa em que esse não é o caso. É importante que a Europa não simplesmente responda com forças policiais e militares, mas que aborde esses problemas."

Apesar de recentes operações policiais na

Bélgica

e

Alemanha

, Obama disse que não considera o extremismo uma ameaça existencial e que está confiante de que ele possa ser derrotado.

"Esse fenômeno do extremismo violento – a ideologia, as redes, a capacidade de recrutar jovens – formou metástases e é generalizado. E ele entrou em comunidades ao redor do mundo", afirmou Obama. "Mas não considero isso uma ameaça existencial. É uma que estamos a caminho de derrotar. Mas não podemos derrotá-la simplesmente por meio de armas."

Cameron disse que os tiroteios em Paris foram um lembrete que o Reino Unido e os Estados Unidos enfrentam ameaças de segurança nacional vindas de pessoas que odeiam o que os dois países representam. "Precisamos combater essa ideologia venenosa, começando em casa", afirmou. "Nós sabemos o que estamos enfrentando e sabemos como vamos ganhar."

Obama salientou que os dois conversaram sobre formas de combater o terrorismo. Ele disse que os ataques de Paris foram "perversos" e garantiu que tanto os EUA como o Reino Unido "farão tudo que estiver ao seu alcance para ajudar a França a procurar a justiça necessária".

Ação conjunta contra ciberataques

Os dois líderes também concordaram em criar uma célula cibernética conjunta para compartilhar informações de inteligência sobre

ações criminosas na internet

e assim coordenar uma resposta aos ciberataques. Os dois países também pretendem conduzir exercícios conjuntos de cibersegurança e defesa de redes, voltados ao setor financeiro.

O presidente americano disse que os EUA e o Reino Unido têm tentado com afinco encontrar um equilíbrio entre a privacidade na internet e a segurança nacional. Mas, segundo ele, há a necessidade de preservar a capacidade de rastreamento de grupos online de extremistas. "Temos de encontrar maneiras de garantir que, se uma célula da Al Qaeda está operando no Reino Unido ou nos EUA, possamos tentar impedir uma real tragédia", disse Obama.

Sanções à Rússia serão mantidas

Os Estados Unidos e o Reino Unido também concordaram em manter as sanções econômicas à Rússia devido ao conflito no leste ucraniano. "Estamos de acordo sobre a necessidade de manter fortes sanções à Rússia até que ela encerre sua agressão na Ucrânia. Também concordamos na necessidade de apoiar Kiev no momento em implementa reformas econômicas e democráticas importantes", assegurou o presidente americano.

Segundo Obama, as sanções se mostraram efetivas, pois enfraqueceram o presidente russo, Vladimir Putin. Indicadores econômicos mostram que a Rússia está a caminho da recessão. O rublo caiu aproximadamente 40% este ano, principalmente devido à queda dos preços do petróleo durante os últimos seis meses.

Programa nuclear iraniano

Por fim, Obama pediu ao Congresso americano para não impor novas sanções ao Irã devido ao seu programa nuclear, ameaçando vetar qualquer legislação que caia em sua mesa. "O Congresso precisa mostrar paciência", disse o presidente, acrescentando que novas sanções iriam "pôr em risco a possibilidade de [...] prover uma solução diplomática para um dos problemas de segurança nacional mais difíceis e de longa duração que temos enfrentado em muito tempo".

Cameron expressou a mesma opinião. "Continuamos absolutamente empenhados em garantir que o Irã não desenvolva uma arma nuclear", disse. "A melhor maneira de conseguir isso é criar espaço para que as negociações tenham sucesso. Não devemos impor novas sanções agora."

PV/rtr/afp/ap

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