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Mundo

Obama diz que acordo com Irã não põe Israel em risco

Presidente americano afirma que seria um fracasso seu se israelenses ficassem mais vulneráveis. Segundo ele, entendimento é "oportunidade única" para assegurar que Teerã não desenvolverá uma arma nuclear.

O presidente americano, Barack Obama, dirigiu uma mensagem de apoio a Israel, aliado de longa data, mas que criticou com veemência o entendimento sobre a questão nuclear com o Irã. Em entrevista ao jornal The New York Times publicada nesta segunda-feira (06/04), ele afirmou que respeita as preocupações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas defendeu que nada do negociado põe israelenses em perigo.

"Consideraria um fracasso de minha parte, um fracasso fundamental de minha presidência, se sob minha supervisão, ou como consequência do meu trabalho, Israel se tornasse mais vulnerável", ressaltou.

No domingo, Netanyahu usou vários canais de TV americanos, como NBC e CNN, para reiterar suas críticas ao acordo. A série de entrevistas sinaliza o início de uma

ampla ofensiva

israelense para tentar minar – ou pelo menos reformular – o entendimento preliminar alcançado pelas seis potências mundiais com Teerã na quinta-feira passada.

"O que vamos fazer é enviar uma mensagem muito clara aos iranianos e à região de que, se alguém tentar desestabilizar Israel, os Estados Unidos estarão ali", afirmou Obama. "O acordo é nossa melhor aposta para assegurar que o Irã não fará uma arma nuclear, é uma oportunidade única."

Nesta segunda-feira, Israel divulgou uma lista com os pontos que considera que devem ser incluídos no acordo final – que deverá ser alcançado até o fim de junho. Entre eles, está a permissão para que inspetores circulem livremente no Irã e o fechamento total das instalações nucleares subterrâneas de Fordo.

Esclarecimento a aliados árabes

Na entrevista ao NYT, Obama disse ainda que iria ter uma "conversa dura" com aliados árabes no Golfo Pérsico, na qual vai prometer a eles um forte apoio contra seus inimigos externos. Ele ressaltou, porém, que as monarquias da região precisam ser mais ativas na abordagem das crises regionais.

"Acho que quando você olha para o que acontece na Síria, por exemplo, há um grande desejo de que os Estados Unidos cheguem lá e façam alguma coisa", disse ele na entrevista, realizada no sábado. "Mas a questão é: por que não podemos ter árabes que lutam contra as terríveis violações perpetradas contra os direitos humanos, ou que lutam contra o que [o ditador sírio] Bashar al-Assad tem feito?"

Na semana pssada, Obama disse que se encontraria com os líderes dos seis Estados do Conselho de Cooperação do Golfo ainda neste semestre, em parte para discutir as preocupações demonstradas por eles sobre o acordo nuclear.

O conselho é formado por Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Barein. A Arábia Saudita, que considera Teerã seu principal rival na região, tem advertido que procurará ter armas nucleares se o regime dos aiatolás fizer o mesmo.

RPR/rtr/ots