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Mundo

Obama defende medidas para controlar venda de armas

Presidente diz respeitar direito ao porte individual, mas defende medidas mais rígidas para evitar que "criminosos" e "pessoas desequilibradas" possam adquirir armas. Tema é polêmico em meio à campanha eleitoral.

U.S. President Barack Obama (C) demonstrates a story of survival while speaking at the University of Colorado Hospital after he met with families bereaved after a gunman went on a shooting rampage at a movie theater in Aurora, Colorado July 22, 2012. Standing beside Obama are U.S. Senator Mark Udall (L) and Colorado Governor John Hickenlooper (R). Obama headed to Aurora, Colorado, on Sunday to meet families grieving their losses Friday's mass shooting that has stunned the nation and rekindled debate about guns and violence in America. REUTERS/Larry Downing (UNITED STATES - Tags: POLITICS CRIME LAW TPX IMAGES OF THE DAY)

Kino Amoklauf Denver Obama

O presidente norte-americano Barack Obama anunciou nesta quarta-feira (25/07) em Nova Orleans, Louisiana, que pretende buscar um consenso suprapartidário para reduzir a violência por armas de fogo. O anúncio acontece cerca de uma semana após um homem matar 12 pessoas num cinema em Aurora, Colorado.

Obama disse apoiar a segunda emenda da Constituição, a qual garante o porte individual de armas, mas crê que se deve fazer o possível para evitar sua aquisição por criminosos e fugitivos. O presidente também defendeu a verificação de antecedentes criminais antes da compra de armas em lojas. Esses pontos não deveriam ser controversos, disse Obama, mas de "senso comum”.

“Eu acredito que muitos proprietários de armas estão de acordo que AK-47 devem estar nas mãos dos soldados e não nas mãos de criminosos – elas pertencem à guerra e não às ruas de nossas cidades”, disse Obama em seu primeiro pronunciamento público depois do massacre em Aurora.

"Um indivíduo mentalmente desequilibrado não deveria ser capaz de colocar as mãos numa arma tão facilmente", declarou o presidente. O atirador de Aurora comprou legalmente quatro armas. Oito semanas antes do massacre, ele também adquiriu pela internet 6.300 munições.

ADVANCE FOR USE SUNDAY, MAY 6, 2012 AND THEREAFTER - FILE - This combination of 2012 file photos shows U.S. President Barack Obama, left, and Republican presidential candidate Mitt Romney in Boulder, Colo. and Cape Canaveral, Fla. How unthinkable it was, not so long ago, that a presidential election would pit a candidate fathered by an African against another condemned as un-Christian. And yet, here it is: Barack Obama vs. Mitt Romney, an African-American and a white Mormon, representatives of two groups and that have endured oppression to carve out a place in the United States. How much progress has America made against bigotry? (Foto:Carolyn Kaster, Charles Dharapak/AP/dapd)

Barack Obama e o adversário presidencial Mitt Romney

O presidente prometeu trabalhar com democratas, republicanos, grupos religiosos e civis a fim de reduzir a violência, mas não mencionou as iniciativas políticas específicas que usaria em relação a armas e violência.

Por outro lado, o adversário de Obama na corrida presidencial, o republicano Mitt Romney, disse que os Estados Unidos não precisam de novas leis contra armas, argumentando que elas não teriam impedido o tiroteio em Aurora.

Defensores de medidas mais rigorosas de controle de armas argumentam que a lei em muitos estados é branda e, por isso, os EUA são mais propensos a assassinatos em massa do que outros países. Eles se dizem desapontados com o presidente.

Mas políticos pragmáticos veem a possibilidade de suicídio eleitoral caso Obama resolva tocar numa questão tão sensível quanto essa no momento. Isso porque em várias zonas eleitorais, como Ohio, Pensilvânia e Virgínia, por exemplo, a população defende efusivamente seu direito ao porte de armas.

Na última sexta-feira, um homem abriu fogo numa sala de cinema de Aurora, subúrbio de Denver, Colorado. Ele matou 12 pessoas e deixou outras 58 feridas.

Esse, porém, não foi o primeiro massacre durante o mandato de Obama. Em janeiro de 2011, seis pessoas morreram e 14 ficaram feridas, entre elas a congressista Gabrielle Gilfords, em Tucson, abrindo o debate sobre a violência com armas de fogo.

GMF/rtr/afp/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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