Obama declara fim da guerra no Iraque | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 22.10.2011
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Mundo

Obama declara fim da guerra no Iraque

Soldados norte-americanos devem deixar o país no final de 2011, mas quase 5 mil seguranças privados de diplomatas dos Estados Unidos continuarão em atividade. Violência étnica no país estaria menos intensa.

FILE - In this Nov. 30, 2010 file photo, members of 1st Brigade, 3rd Infantry Division, based at Fort Stewart, Ga., walk toward a C-17 aircraft at Sather Air Base in Baghdad as they begin their journey home after a year in Baghdad, Iraq. President Barack Obama on Friday Oct. 21, 2011 declared an end to the Iraq war, one of the longest and most divisive conflicts in U.S. history, announcing that all American troops would be withdrawn from the country by year's end.(Foto:Maya Alleruzzo, File/AP/dapd)

40 mil soldados voltam para os EUA até final de 2011

"Após nove anos, chega ao fim a guerra no Iraque". Com esta frase, dita nesta sexta-feira (21/10) aos repórteres reunidos na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, virou mais uma página na história da política externa norte-americana no Oriente Médio.

ARCHIV - Kombo - Links: Ein Kämpfer der libyschen Rebellen jubelt am 23.08.2011 nach der Erstürmung der festungsartigen Gaddafi-Residenz Bab al-Asisija in Tripolis. Er steht dabei auf einem Denkmal zur Erinnerung an die US-Luftangriffe von 1986 und schwenkt eine Fahne. Die Skulptur einer riesigen Faust, die ein US-Kampfflugzeug zerdrückt gilt als verhasstes Symbol des alten Regimes. Rechts: Die Statue von Saddam Hussein stürzt am 09.04.2003 in der Al Fardous-Straße in Bagdad nach dem Einmarsch der US-Truppen in die irakische Hauptstadt zu Boden. Beim Umsturz verhasster Regime fallen neben den Herrschern oft auch verhasste Symbole ihrer Diktaturen. EPA/MARCO SALUSTRO / Stringer dpa (zu dpa 0557 am 24.08.2011) +++(c) dpa - Bildfunk+++

Invasão provocou queda de Saddam Hussein

A declaração de Obama à imprensa foi feita após conversa com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki. Obama ressaltou que ambos chegaram a um acordo sobre como os dois países irão se relacionar no futuro. A retirada das tropas até o final de 2011 foi definida ainda na administração do antecessor de Obama, George W. Bush, num acordo assinado em 2008.

Ao mesmo tempo, com o fim da guerra, também termina a imunidade legal dos soldados estadunidenses em território iraquiano. A negociação de um prolongamento da atividade militar dos EUA no Iraque falhou.

Nuri al-Maliki já havia declarado que militares norte-americanos poderiam continuar treinando tropas locais, mas não gozariam de imunidade legal. Para os Estados Unidos, porém, a imunidade é uma condição para continuar operando no país.

"Os EUA estão satisfeitos"

Obama deixou claro que as relações entre os Estados Unidos e o Iraque inauguram agora uma nova fase. "Será um comportamento normal entre Estados soberanos, uma parceria equilibrada, baseada em interesses comuns e respeito mútuo", disse. Ele convidou Al-Maliki para uma visita à Casa Branca em dezembro. Obama espera discutir com o primeiro-ministro iraquiano uma forma de os Estados Unidos continuarem apoiando a formação técnica das forças de segurança do país do Golfo Pérsico, "como já é feito com outros países".

O representante da Casa Branca no Conselho Nacional de Segurança, Denis McDonough, classificou a guerra no Iraque como bem sucedida. Para ele, a estratégia de treinar as forças de segurança iraquianas funcionou. "Vários relatórios sobre as forças de segurança do país deixam claro que estes jovens estão prontos e qualificados. Estes jovens foram testados em várias situações de ameaça que eles deverão enfrentar mais adiante", disse McDonough.

Ele afirma que Washington ficou satisfeito, mas continuaria com o treinamento dos soldados iraquianos para adaptação ao sistema de armas vendidos pelos EUA ao Iraque. De 4 mil a 5 mil agentes privados foram contratados e deverão continuar provendo segurança aos diplomatas, embaixada e consulados estadunidenses em território iraquiano.

President Barack Obama and first lady Michelle Obama and former President George W. Bush visit North Memorial Pond at the National Sept. 11th Memorial Sunday, Sept., 11, 2011 in New York. (AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)

Plano de retirada total em 2011 foi definido ainda durante governo de Geroge W. Bush (centro)

Promessa de campanha

FILE - In this March 26, 2010 file photo, Iraqi Prime Minister Nouri al- Maliki speaks to the press in Baghdad, Iraq. Iraqi lawmakers are working furiously to end the country's eight-month political deadlock with reports that a deal may be near to return Prime Minister Nouri al-Maliki to office. (AP Photo/Hadi Mizban, File)

Primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki

Sobre a segurança no país, Tony Blinken, consultor de segurança nacional do vice-presidente norte-americano, Joe Biden, considerou que a democracia começou a ser estabelecida nos últimos dois ou três anos. "Cada vez mais, os iraquianos estão descobrindo como resolver suas diferenças através de processos políticos".

Os números também indicariam que houve redução nos confrontos envolvendo grupos étnicos. Nos anos de 2007-2008 "havia cerca de 1,5 mil incidentes toda semana; agora este número caiu para 100" apontou Blinken.

Com o retorno dos 40 mil soldados que restam no Iraque, Obama vai cumprir uma de suas promessas de campanha. A guerra iniciada no dia 30 de março de 2003 mobilizou de mais de 1 milhão de soldados norte-americanos, dos quais cerca de 4,4 mil morreram em território iraquiano. O empreendimento militar custou, segundo relatórios, mais de 719 bilhões de euros.

Autora: Christina Bergmann (MP)
Revisão: Augusto Valente

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