Obama critica líderes europeus e diz que crise da dívida assusta o mundo | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 27.09.2011
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Economia

Obama critica líderes europeus e diz que crise da dívida assusta o mundo

Presidente norte-americano cobra ações mais rápidas das autoridades europeias para solucionar a crise da dívida em países do continente. Merkel defende maior ingerência da UE sobre orçamento nacionais.

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Obama falou durante fórum promovido pelo Linked-In

O presidente norte-americano, Barack Obama, criticou a maneira como os europeus estão lidando com a crise econômica e disse que os problemas enfrentados por países como a Grécia estão "assustando o mundo". Ele cobrou soluções mais rápidas e efetivas dos líderes europeus.

"Eles (os líderes europeus) estão tentando tomar medidas responsáveis, mas essas medidas não têm sido tão rápidas quanto elas deveriam ser", afirmou Obama durante um fórum promovido pela rede social Linked-In na Califórnia, na noite desta segunda-feira (26/09).

O presidente norte-americano disse ainda que os europeus não se recuperaram totalmente da crise financeira de 2008 – iniciada nos EUA – e que o continente nunca encarou de fato os desafios que o seu sistema bancário enfrentou. "E agora isso se soma ao que está acontecendo na Grécia", afirmou.

Nesta segunda, líderes europeus tentaram acalmar os investidores, afirmando que buscam maneiras de fortalecer o sistema financeiro da zona do euro e evitar a expansão da crise da dívida que atingiu alguns países do bloco. No entanto, ainda há controvérsia sobre como os governos conseguirão atingir este objetivo.

Ingerência nos orçamentos

Já a chanceler federal alemã, Angela Merkel, pressionou para que a União Europeia (UE) tenha maiores poderes de ingerência nos orçamentos de países-membros que quebrarem as regras de estabilidade da moeda comum. Os deficits orçamentários são as principais causas da atual crise enfrentada no bloco e a grande preocupação da Alemanha, maior economia da zona do euro.

"É importante que haja esse direito de intervenção para que esses orçamentos sejam declarados nulos e inválidos. Senão não sairemos desta situação", afirmou Merkel durante uma conferência regional do seu partido, a CDU (União Democrata Cristã), em Karlsruhe, também na noite desta segunda-feira.

Merkel já havia mencionado alterações nas regras da União Europeia nos últimos dias, mas ainda não havia se expressado de forma tão clara sobre essas alterações. Ela se reúne com o primeiro-ministro grego, George Papandreou, em Berlim nesta terça-feira (27/09) à noite, para tratar na crise da dívida na Grécia.

Pela manhã, durante encontro na Confederação da Indústria Alemã (BDI), Papandreou afirmou que a batalha para tirar a Grécia de perto do abismo financeiro deve levar anos e tentou convencer os industriais a apoiarem a ajuda europeia às finanças gregas. "Este não é um investimento nas falhas passadas, mas nos sucessos futuros", afirmou.

Papandreou pediu maior reconhecimento por parte dos europeus dos esforços empreendidos pelos gregos, os quais qualificou de sobre-humanos. As críticas feitas ao seu país são frustrantes, afirmou o primeiro-ministro. “Pedimos simplesmente respeito pelos fatos”, afirmou.

Fundo como garantia

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, insistiu que não há planos para expandir o volume atual de recursos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, hoje em 440 bilhões de euros.

"Nós estamos dando ao fundo as condições necessárias, e então iremos usá-lo de forma eficiente", disse o ministro, referindo-se aos novos poderes dados ao fundo, e que permitem, por exemplo, empréstimo a países como a Itália mesmo antes de eles chegarem a uma crise de liquidez. "Não temos a intenção de ampliá-lo."

O fundo já foi usado para socorrer a Irlanda e Portugal, e os investidores temem que ele não tenha recursos suficientes caso a Itália ou a Espanha necessitem de ajuda. Até agora, apenas oito dos 17 países que compõem a zona do euro ratificaram a decisão dos líderes europeus de conceder mais poderes ao FEEF, tomada em julho passado. A votação no Parlamento alemão ocorre nesta quinta-feira.

MS/rtr/afp
Revisão: Alexandre Schossler

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