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Mundo

Obama autoriza voos de reconhecimento sobre a Síria

Medida antecederia possíveis ataques a posições do "Estado Islâmico" no país, a exemplo do que já acontece no Iraque. EUA dizem não querer apoiar regime de Assad.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou neste fim de semana voos de reconhecimento sobre a Síria como possível passo prévio para futuros ataques aos jihadistas do "Estado Islâmico", revelaram fontes oficiais nesta segunda-feira (25/08).

Os voos serão realizados com uma combinação de aeronaves, entre elas drones e aviões de reconhecimento do tipo U-2, disseram fontes do Departamento de Defesa ao jornal The New York Times.

A emissora de TV CNN, citando fontes oficiais, informou que os voos podem começar a qualquer momento. Já a agência de notícias AP, também citando fontes oficiais anônimas, informou que eles já começaram.

Para o The New York Times, os voos de reconhecimento são um passo inicial para ataques aéreos sobre posições do "Estado Islâmico" na Síria, num momento em que os Estados Unidos realizam pela segunda semana bombardeios "seletivos" no norte do Iraque contra os jihadistas.

"Os voos são um passo significativo para uma ação militar direta dos Estados Unidos na Síria, uma intervenção que poderia provocar alterações no campo de batalha da guerra civil que ocorre há três anos no país", acrescenta o jornal, com base na explicação das fontes do Pentágono. As mesmas fontes garantiram que a administração Obama não pretende notificar o governo sírio sobre os voos de reconhecimento.

Entretanto, nesta segunda-feira, o ministro do Exterior da Síria, Walid Al-Mualem, disse que o governo do país permitirá que os Estados Unidos ataquem os jihadistas dentro das suas fronteiras sempre e quando os ataques forem previamente acertados com as autoridades locais.

Na tentativa de afastar temores de que uma ação contra o "Estado Islâmico" poderia favorecer o governo sírio, a Casa Branca afirmou nesta segunda-feira que o governo dos EUA "não está interessado em tentar ajudar o regime do presidente Bashar Al-Assad".

AS/lusa/ap