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Mundo

Obama apresenta propostas para endurecer leis sobre armas

Cercado por crianças, presidente apela ao Congresso para que aprove uma legislação mais rígida sobre armas e assina decretos que reforçam o cumprimento de leis já existentes.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apelou nesta quarta-feira (16/01) ao Congresso para que aprove medidas que tornem mais rígidas as leis de armas no país e disse que vai usar todo o peso do seu cargo para transformá-las em realidade.

Em um evento na Casa Branca, em Washington, Obama também assinou 23 ordens executivas, que não necessitam de aprovação parlamentar, reforçando o cumprimento de leis já existentes sobre armas de fogo e o compartilhamento de informações entre agências federais, com o objetivo de impedir que armas cheguem às mãos de potenciais criminosos.

O plano de Obama passa por apresentar, na próxima semana, um projeto de legislação que bane o uso de armas de combate, limita os cartuchos de alta capacidade, aumenta o controle sobre o perfil dos compradores de armas e reforça o combate ao tráfico de armamentos.

Um mês depois do massacre de 20 crianças numa escola primária em Newtown, no estado de Connecticut, Obama fez uma declaração ao lado do vice-presidente Joe Biden, defendendo ser uma obrigação tentar salvar vidas em perigo devido ao uso disseminado de armas de fogo. O presidente iniciou a sua declaração citando cartas que recebeu de crianças, quatro das quais participaram da audiência.

O presidente norte-americano irá contar com a oposição do poderoso lobby pró-armas, a Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), que horas antes divulgara um vídeo que qualifica Obama de "elitista hipócrita" por ter proteção dos serviços secretos para as suas filhas, enquanto se opõe à presença de guardas armados nas escolas do país. O vídeo foi taxado de repugnante e covarde pela Casa Branca por envolver as filhas do presidente na discussão pública.

AS/lusa/afp/rtr
Revisão: Francis França