Obama afirma que teria derrotado Trump | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.12.2016
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Estados Unidos

Obama afirma que teria derrotado Trump

Presidente americano diz acreditar que conseguiria mobilizar população para um eventual terceiro mandato. Republicano rebate: "Sem chance!" Lei só permite uma reeleição.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que deixará a Casa Branca em janeiro, disse acreditar que seria reeleito para um terceiro mandato caso a Constituição permitisse uma nova candidatura. As declarações de Obama foram divulgadas nesta terça-feira (27/12) e dadas durante uma entrevista ao podcast "The Axe Files", conduzido pelo ex-assessor presidencial David Axelrod. 

Durante a entrevista, Obama disse acreditar que o povo americano ainda apoia a sua visão política progressista, apesar de ter escolhido o republicano Donald Trump para sucedê-lo na Casa Branca. "Tenho certeza de que, se concorresse novamente e pudesse articular isso, acredito que conseguiria mobilizar uma maioria do povo americano em torno disso", afirmou o presidente.

"Após a eleição e a vitória de Trump, muitas pessoas sugeriram que, em certa forma, realmente foi um sonho", disse, sobre sua visão de esperança e mudança anunciada em 2008. "O que eu diria é que a cultura mudou, que a maioria aderiu à noção de um país único que é tolerante, diverso e aberto, pleno de energia e de dinamismo", defendeu.

Após a divulgação da entrevista, Trump respondeu via Twitter. "O presidente Obama disse que ele acredita que ganharia de mim. Ele pode dizer isso, mas eu direi: Sem chance!", afirmou o empresário nova-iorquino, citando o fechamento de postos de trabalho, o "Estado Islâmico" e o Obamacare, a lei de assistência médica aprovada pelo atual presidente.

Na conversa com Axelrod, o presidente americano falou também sobre o bom desempenho da candidata democrata Hillary Clinton em face de "circunstâncias muito difíceis" e sobre a vitória dos democratas no voto popular.

"Perder nunca é divertido", disse Obama a Axelrod, o estrategista político que lhe ajudou a ganhar as eleições presidenciais de 2008 e que seria posteriormente seu assessor na Casa Branca. "Estou orgulhoso por ter tentado fazer neste cargo aquilo que acho que é certo e não aquilo que é popular. Sempre digo às pessoas que não subestimem a humilhação pública de perder na política", disse.

Sobre suas prioridades em longo prazo, Obama destacou que pretende ajudar a construir a futura geração de líderes, organizadores, jornalistas e políticos. "Quero usar o meu percurso presidencial como um mecanismo para desenvolver a próxima geração de talentos", prosseguiu.

Em curto prazo, após a saída da Casa Branca, Obama confidenciou que pretende dormir, escrever e aproveitar longas férias com a esposa, Michelle Obama. "Devo ficar quieto durante um período. Não quero dizer politicamente, mas no nível interior. É preciso retomar a sintonia consigo mesmo e processar o que aconteceu antes de tomar um monte de decisões", concluiu.

Em novembro de 2008, Obama tornou-se o 44º presidente dos EUA e o primeiro afro-americano a ser eleito para a Casa Branca. Ele seria reeleito em 2012 para um segundo mandato de quatro anos. A lei americana não prevê a possibilidade de três mandatos presidenciais consecutivos.

PV/lusa/efe/ap

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