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Alemanha

O vôo atrasado da Rosetta

A missão da sonda européia Rosetta deveria ser um dos projetos mais ambiciosos de toda a história da pesquisa internacional do espaço. Mas o ano de 2003 começou com um fiasco para a Agência Espacial Européia (ESA).

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O sonho desfeito: a sonda Rosetta não chega ao cometa Wirtanen

A sonda européia, fabricada pela empresa alemã Astrium Deutschland, levaria consigo um módulo de pesquisa preparado para pousar no cometa Wirtanen, de onde enviaria fotos e dados analíticos sobre a constituição do corpo celeste. Pela primeira vez, os cientistas examinariam "de perto" um cometa e não se limitariam a observar a sua passagem pelo sistema solar.

Segundo o diretor da ESA, o inglês David Southwood, esta seria "uma das mais ambiciosas missões espaciais, ninguém ousou até agora um projeto de tal porte". Condição indispensável para o seu êxito era o lançamento pontual. Somente a partida entre meados e o fim de janeiro de 2003 garantiria a chegada pontual da sonda ao seu "ponto de encontro" com o cometa.

Os planos

A complicada rota de viagem da sonda começou a ser calculada há cerca de dez anos. Sua viagem até o cometa teria uma duração de oito anos. Durante 18 meses, a Rosetta deveria permanecer na órbita do cometa, enviando dados científicos para a Terra. Só depois disto, em 2012, é que o módulo de pouso baixaria ao solo do Wirtanen. Em julho de 2013, a missão seria dada por encerrada.

Tudo foi calculado com enorme precisão. Menos um detalhe: a confiabilidade do novo foguete da ESA, o Ariane 5, que deveria transportar a Rosetta. Em dezembro último, um mês antes do lançamento previsto da sonda, começou a delinear-se o fiasco. O vôo de estréia do Ariane 5 durou poucos minutos: um defeito técnico obrigou o centro espacial de Courou, na Guiana Francesa, a acionar o dispositivo de autodestruição do foguete.

O defeito do Ariane 5 não pôde ser localizado a tempo e o lançamento da Rosetta teve de ser adiado. Os testes de conserto do foguete devem demorar vários meses. E a missão espacial não pode assim ser realizada da maneira como fora planejada. Agora, poderá tardar dois anos e meio, até que haja uma constelação favorável à retomada do projeto. O objeto da pesquisa já não será então o Wirtanen, mas um outro cometa.

Concorrência

A pane com o Ariane 5 veio em má hora para a ESA. No próximo ano, inúmeros satélites de telecomunicação serão lançados ao espaço por empresas privadas. Os contratos de lançamento serão negociados este ano e o desastre de Courou favorece os concorrentes – as empresas americanas Boeing (Delta 4) e International Launch Services (Atlas 5), assim como os japoneses e chineses.

Por esta razão, a ESA busca pelo menos um êxito rápido, que poderá ocorrer em maio ou junho. Para esta época está planejado o lançamento de uma outra sonda, a Mars Express, destinada a pesquisar o "planeta vermelho". Também esta sonda terá de partir pontualmente, mas o prazo é bem maior: entre 23 de maio e o fim de junho. Além disto, mesmo que ainda não esteja apto a funcionar, o Ariane 5 não poderá impedir tal missão. O lançamento deverá ocorrer no centro espacial de Baikonur, a bordo de um foguete russo do tipo Sojus.