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Cultura

O silêncio de Cannes sobre o cinema alemão

Cannes passa bem sem filmes alemães, mas a recíproca não é verdadeira – observa o cineasta Wim Wenders.

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Wim Wenders

Ele acha tudo isso bem constrangedor. “Não está ao meu alcance: já fiz e desfiz, arranjei sessões especiais, tentei fazer lobby, mas não tem jeito” – suspira Wim Wenders. O resultado já diz tudo: pelo décimo ano em seguida, o cinema alemão é mencionado só à margem da programação do Festival de Cinema de Cannes.

Sem palmas - Wim Wenders conseguiu colocar um filme seu na roda, sem concorrer à Palma de Ouro, no entanto. Outros dois filmes alemães também participam do festival em programas periféricos. E o cinema alemão já se acostumou a reagir com resignação à sua contínua exclusão do principal festival de cinema do mundo.

Cartas marcadas – De falta de reconhecimento à sua pessoa Wenders não pode reclamar. Este ano, ele não apenas está dentro da “selection officielle”, com seu musical The Soul of a Man, como também preside o juri da categoria debutante. Em 1989, Wenders já fôra presidente do juri principal. O diário francês Liberation criticou o festival pela mesmice das caras; a revista alemã Der Spiegel se referiu até à uma “gerontocracia” de Cannes.

Questão de Estado – O presidente da Fundação da Renânia do Norte-Vestfália de Apoio ao Filme, Michael Schmid-Opach já tinha se irritado com a “arrogância de Cannes” no ano passado. Não é de se admirar que a secretária de Estado para Cultura, Christina Weiss, tenha resolvido ir a Cannes tentar convencer a cúpula do festival, agrupada em torno do presidente Gilles Jacob e do diretor artístico Thierry Fremaux, da qualidade do novo cinema alemão.

O estímulo Cannes – “O reconhecimento em Cannes sempre me fez bem e impulsionou a minha carreira de uma forma ou de outra”, diz Wim Wenders, lembrando que muitos filmes alemães – como “Goodbye, Lenin”, de Wolfgang Becker, por exemplo – poderiam vir a ter sucesso, se tivessem sido nomeados. Não é de se estranhar que os diretores jovens se contentem em participar da Berlinale, nota Wenders. Realmente, o festival de Berlim já se tornou o principal pódio de cinema local, mas isso consola pouco. Afinal, o Urso não brilha tanto como a Palma de Ouro.

Fora Lola – Em sua obstinada rejeição do cinema alemão, os organizadores de Cannes cometeram – na opinião de muitos – alguns deslizes nos últimos anos. Isso se aplicaria, por exemplo, à exclusão de Corra, Lola, corra, de Tom Tykwer, e de Em parte alguma da África, de Caroline Link bem como de atores como Moritz Bleibtreu e Franka Potente. À margem – Este ano, o mais recente filme de Max Färberböck, sobre a vida depois dos atentados de 11 de setembro, September (Setembro), faz parte da mostra “Un Certain Regard”. Na mostra de diretores “La Quinzaine des Realisateurs”, a Alemanha é representada pelo filme Kleine Freiheit (Pequena Liberdade), do curdo-alemão Yüsel Yavuz, que enfoca a falta de perspectivas de jovens imigrantes ilegais em Hamburgo.

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