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Alemanha

O rosto por trás da máquina

Ele lutou na guerra do Vietnã e estudou na mesma escola da primeira-dama Laura Bush: um retrato do comandante-em-chefe das tropas americanas na região do Golfo, o texano Tommy Franks.

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Tommy Franks: o homem que manda no Golfo

Tommy Franks nasceu em Midland, uma pequena cidade no estado do Texas, onde freqüentou a mesma escola que a primeira-dama Laura Bush. Isso pode justificar uma boa relação pessoal com o presidente George W. Bush, mas a razão de haver assumido o comando da operação no Golfo se deve à carreira exemplar do general de quatro estrelas e à alta reputação entre as tropas.

Franks concluiu sua formação militar em Fort Sill, no estado de Oklahoma, e sua primeira experiência de guerra foi como tenente-coronel na guerra do Vietnã. Ferido três vezes durante esses combates, seu nome ficou para sempre associado à afirmação de que "ninguém odeia mais a guerra do que um soldado".

Triunfo e fracasso

Como responsável pelo Comando Central Americano, Franks – que no início dos anos 80 esteve estacionado na Alemanha – coordena tropas em um total de 25 países, do Iêmen ao Afeganistão, do Egito ao Iraque.

Desde os atentados de 11 de setembro, ele tornou-se responsável pelas operações militares americanas na luta contra o terrorismo. Seu maior triunfo: a rápida destituição do regime talibã no Afeganistão. Sua maior derrota: ter deixado Bin Laden escapar. "Ou ele está morto, ou ele ainda vive. E ou ele está no Afeganistão, ou ele não está", disse Franks em uma das poucas entrevistas coletivas que deu, em princípios de 2002. O Pentágono ainda não o perdoou por ter confiado nas milícias afegãs ao invés de utilizar maciçamente tropas americanas para capturar o líder da Al Qaeda.

Esse fracasso ele tentará compensar com a cruzada contra o Iraque. Apreciador de táticas tradicionais, ele conseguiu convencer o secretário norte-americano da Defesa, Donald Rumsfeld, que só seria possível derrubar realmente Saddam Hussein com o uso maciço de tropas terrestres. Segundo fontes do Pentágono, já houve várias divergências e desentendimentos entre Rumsfeld e Tommy Franks.

Em tempos de paz, o general de quatro estrelas comanda a base aérea Mac Dill, em Tampa, no estado da Flórida, que concentra 20 mil soldados. Mas a guerra contra o Iraque o enviou ao desértico Catar, para onde transferiu sua central de comando no final de 2002.

Ao contrário de seu antecessor na primeira guerra do Golfo, Norman Schwarzkopf, que procurava os holofotes das coletivas de imprensa quase diariamente, Franks prefere permanecer nos bastidores, longe das câmaras: como um soldado que cumpre seu dever em nome da liberdade, de seu povo e da pátria, mas sem se vangloriar.

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