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Economia

O "revival" dos vovôs

Executivos da velha guarda voltam ao palco da "new economy" e reciclam suas carreiras. Desprezada nos 90, a experiência volta a ser considerada a alma do negócio.

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Falta de habilidade com o mouse: desculpa para degradar a experiência dos mais velhos

Nos áureos tempos da nova economia liberal, eles foram relegados ao "ferro velho": executivos de cabelos brancos, por volta ou além dos 60, que já haviam atingido altos cargos nas empresas em que trabalhavam. Aqueles que muitas vezes não conseguiam nem mesmo mover o mouse de um computador eram considerados incapazes de reconhecer as tendências do futuro.

Camiseta & tênis - Durante o boom da internet na última década, promoveu-se a garotada jovem para os cargos de diretoria: a camiseta e o tênis tomaram o lugar da gravata e do sapato de couro. A revolução, no entanto, durou pouco. Agora, a velha guarda volta aos escalões superiores dos grandes grupos empresariais.

Exemplo número um: a alemã Salamander. A matriz Energie Baden-Württemberg (EnBW) havia nomeado Michael Gassner, 48 anos, para a diretoria da subsidiária especializada em prestação de serviços e fabricação de sapatos. Isso, no entanto, durou apenas nove meses. O novo diretor-executivo da Salamander agora é Volker Grub, de 65 anos, que afirma sem pudores: "Esse trabalho é realmente perfeito para mim".

Exemplo número dois: a Hewlett Packard (HP). Menno Harms, de 63 anos, assumiu em novembro último a direção da subsidiária alemã da fabricante de computadores. "Eu mesmo fiquei surpreso", confessa Harms, depois de ter seu anúncio de volta à ativa divulgado pela empresa.

Office boy ou presidente? - A HP e a Salamander são apenas dois exemplos evidentes, mas a tendência geral na Alemanha vai nessa direção. "A experiência conta. Um executivo de 56 anos tem hoje chances muito maiores de conseguir um alto cargo do que há uma década", observa Lothar Heimeier, da empresa de consultoria de recursos humanos Dr. Heimeier & Partner. Até há pouco, Heimeier era freqüentemente recebido nas sedes das empresas para as quais trabalhava por executivos extremamente jovens. "Às vezes eu pensava que era o office boy, mas na verdade era o presidente", conta.

Geração queimada - Muitos desses garotos executivos estão hoje desempregados. "Tão logo as primeiras dificuldades apareciam, eles não conseguiam mais dar conta do recado. Queimamos uma geração de executivos cedo demais", acredita Heimeier. Para os "vovôs" do mercado, abrem-se, de repente, novas perspectivas. Entre as opções a serem escolhidas por eles, há, por exemplo, a possibilidade de assumirem temporariamente a direção de uma empresa, de onde podem rapidamente voltar a cultivar seus hobbys.

Alguns desses senhores grisalhos não conseguem mesmo é deixar o trabalho de lado. Klaus Plönzke, cuja empresa foi comprada em 1995 pela multinacional CSC, prestadora de serviços em TI, fundou agora, aos 66 anos, um escritório próprio de consultoria, a Plönzke & Company AG. Na presidência, ele pretende ficar no mínimo mais três anos. "Sinto-me pelo menos dez anos mais novo", declara o experiente executivo.

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