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Cultura

O retorno dos ídolos

2002 foi um ano de contrastes no mundo da música moderna. O mercado refletiu a crise econômica mundial, mas as grandes estrelas voltaram a brilhar no firmamento do pop alemão.

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Shakira durante concerto em Colônia, dia 12 de dezembro

O mercado fonográfico perdeu terreno na Alemanha, fazendo o país cair do terceiro para o quarto lugar no ranking mundial, após os Estados Unidos, Japão e a França. Mas, apesar das turbulências financeiras, o ano que termina também teve aspectos positivos para as bandas e os solistas alemães, que, como nunca, ocuparam os primeiros lugares na parada de sucessos.

2002 foi um ano de reencontro com os grandes do pop alemão, presentes no cenário musical do país há duas décadas. Herbert Grönemeyer, Marius Müller-Westernhagen e Nena voltaram e arrebataram todos os prêmios que se pode ganhar no setor.

Símbolo da esperança

Com dois milhões de exemplares vendidos, o álbum Mensch, de Herbert Grönemeyer, representa mais do que um raio de esperança para a arruinada indústria fonográfica. O cantor e compositor elaborou nele sua dor pessoal, ocasionada pela morte da mulher, Anna, e de seu irmão Wilhelm, ambos levados pelo câncer. Para muitos o disco tornou-se, por isso, um símbolo de coragem e de esperança.

Invicto durante semanas na ponta da parada de sucessos, o álbum de Grönemeyer foi destronado temporariamente por In den Wahnsinn (Até à loucura), disco que marcou a volta de Marius Müller-Westernhagen e foi lançado com grande campanha publicitária.

Outro retorno notável foi o de Nena, musa da "nova onda alemã" no início da década de 80 e famosa pelos 99 Balões, música contida aliás, em versão incrementada, em seu novo álbum, que comemora 20 anos de carreira.

O ano foi difícil mesmo para os novatos. Com exceção de Elmar Brandt, que disparou com a Canção do Imposto, uma sátira ao chanceler federal Gerhard Schröder, pouco há a registrar de novo. As más língua dizem mesmo que o hip hop alemão está morto. Talvez seja essa uma das razões do sucesso das inúmeras reedições de clássicos do pop.

Os roqueiros de sempre

No cenário internacional, dominaram os roqueiros que já estão além dos 50. Bruce Springsteen, 53 anos, por exemplo, ocupou o primeiro lugar nas paradas, não só em sua pátria, com o álbum The Rising, em que elaborou à sua maneira os acontecimentos do 11 de setembro de 2001. A turnê com a legendária E Street Band reavivou igualmente a antiga chama.

Outro veterano que convenceu foi Carlos Santana, brilhando nos palcos da Europa antes de lançar, alguns meses depois, seu novo álbum, o Shaman. Poucos astros jovens conseguem fazer concorrência ao guitarrista de 53 anos. Entre eles, estão a canadense Avril Lavigne e a colombiana Shakira, que se apresentou recentemente em Colônia, com grande sucesso.

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