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Mundo

O que se sabe sobre os terroristas até agora

Polícia francesa investiga ataques em Paris. Muitas questões sobre os atentados permanecem em aberto, mas alguns fatos importantes sobre os terrorista que mataram 129 pessoas na capital francesa já foram revelados.

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Polícia procura Salah Abdeslam, suspeito de estar envolvido nos ataques

Com as investigações ainda em andamento, autoridades francesas afirmaram que três equipes de terroristas estiveram envolvidas nos ataques em Paris, na sexta-feira. Os atentados deixaram 129 mortos em Paris e aconteceram em seis locais diferentes. Já se sabe que sete agressores morreram, mas ainda segue incerto quantas pessoas podem estar ligadas aos atentados.

De acordo com o procurador da República, François Molins, dos sete terroristas que morreram nos ataques, seis se suicidaram com vestimentas explosivas e um foi morto por policiais.

A polícia está realizando uma caçada internacional por Salah Abdeslam, suspeito de ter participado dos atentados. Além disso, a polícia investiga indícios sobre um segundo terrorista foragido, o que elevaria para nove o número de envolvidos nos ataques.

Na manhã desta quarta-feira (18/11), a polícia francesa realizou uma operação antiterrorista no subúrbio de Saint-Denis, no norte da capital francesa. Duas pessoas morreram e sete foram presas na operação. O promotor francês François Molins informou à agência de notícias DPA que uma mulher morreu ao detonar uma vestimenta com explosivos e que um corpo masculino também foi encontrado.

Não foi confirmado, porém, se o suposto mentor dos atentados, o belga Abdelhamid Abaaoud, estaria entre os mortos ou presos da operação.

Saiba o que os investigadores já descobriram sobre os terroristas:

Casa de shows Bataclan:

Três terroristas morreram quando as forças de segurança invadiram a casa de espetáculos: dois detonaram seus coletes de explosivos e o outro foi baleado, segundo a polícia francesa. Um dos homens-bomba era o francês de origem argelina Omar Ismaïl Mostefaï, de 29 anos, identificado por impressões digitais.

Outro atirador foi identificado como Samy Amimour, de 28 anos, nascido em Paris. Em outubro de 2012, ele foi indiciado por ligação com terrorismo, após tentar viajar ao Iêmen, e colocado sob controle judicial. No entanto, ele desapareceu em 2013, e um mandado internacional de prisão foi emitido.

A identidade do outro terrorista segue desconhecida. Ao menos 89 pessoas morreram no Bataclan.

Boulevard Voltaire:

O francês Ibrahim Abdeslam, de 31 anos, é um dos dois irmãos suspeitos de terem participado dos atentados. Ele foi identificado pelos promotores franceses como sendo o homem que alugou o Seat preto usado nos ataques. No carro, apreendido posteriormente pela polícia nos arredores de Paris, foram encontrados três fuzis Kalashnikov e munição. Ibrahim detonou seu colete de explosivos próximo ao café Comptoir Voltaire, sem matar outras pessoas. Segundo a rede BBC, ele morava em Molenbeek, na região e Bruxelas e tinha várias passagens pela polícia.

Há duas semanas, o prefeito do distrito de Molenbeek ordenou o fechamento de um bar gerido pelo terrorista devido ao tráfico de drogas. O irmão de Ibrahim, Salah Abdeslam, também era um dos donos do bar Les Beguines. Os irmãos venderam o negócio seis meses atrás.

Stade de France:

Três ataques suicidas foram executados nos arredores do estádio onde era realizado um amistoso entre as seleções de França e Alemanha. A polícia francesa continua as investigações para esclarecer a identidade de todos os homens-bomba. Um deles foi identificado como Bilal Hadfi, de 20 anos. O francês vivia na Bélgica e chegou a lutar ao lado dos jihadistas na Síria.

Além disso, um passaporte sírio de um jovem de 25 anos com o nome Ahmed al Mohammad foi encontrado junto ao corpo de outro terrorista. O titular do passaporte foi registrado como refugiado na ilha de Leros, em 3 de outubro, na Grécia, e seguiu viagem pela rota dos Bálcãs.

As impressões digitais registradas na Grécia correspondem com as do homem-bomba, afirmou Molins. No entanto, há a possibilidade de o passaporte ser falso ou comprado. O terceiro agressor segue sem ser identificado.

A polícia francesa divulgou nesta terça-feira (17/11) a foto de um homem que se suicidou com explosivos no Stade de France, pedindo auxílio de testemunhas para o identificar.

Bares e restaurantes:

A polícia investiga a participação de três homens nos ataques contra o restaurante Le Petit Cambodge, os bares Belle Equipe e Le Carillon, além da pizzaria Casa Nostra.

O jornal Le Monde publicou nesta terça-feira que testemunhas teriam visto três homens sentados em um carro. Além disso, a agência de notícias francesa AFP afirma, baseada em informações de investigadores, que um vídeo comprovaria a existência de um terceiro criminoso.

Investigadores presumem que eles seriam os irmãos Ibrahim e Salah Abdeslam e um terceiro indivíduo.

Suspeito em fuga:

Autoridades francesas e belgas emitiram um mandado internacional de apreensão para Salah Abdeslam, de 26 anos, irmão de Ibrahim. Ele alugou o Volkswagen Polo usado pelo grupo de terroristas que atacou o Bataclan, afirmou um policial. Nesta terça-feira (17/11), foi encontrado no 18º arrondissement parisiense um Renault Clio preto que também foi alugado por ele. A partir de 12 de novembro, dois quartos foram alugados por uma semana em Alfortville, perto de Paris, com um cartão de débito de Salah Abdeslam.

Salah nasceu na Bélgica, mas é cidadão francês. Uma operação antiterror por toda a França está caçando ele e outros supostos colaboradores dos terroristas. A polícia afirmou que Salah Abdeslam é considerado perigoso. Ele chegou a ser abordado numa blitz rotineira perto da fronteira entre França e Bélgica, mas foi autorizado a seguir viagem, porque no momento da abordagem ainda não havia mandado de prisão emitido contra ele. Segundo a polícia, duas outras pessoas também estavam no carro.

Detidos:

Dois presos não identificados foram indiciados pela polícia belga por suspeita de terrorismo. Segundo a agência de notícias Reuters, Mohamed Amri, 27, e um homem identificado pela mídia local belga como Hamza Attou, 21, estão sob custódia por terem dado carona a Salah Abdeslam – que está sendo procurado pela polícia.

O advogado de um dos homens, Xavier Carette, afirmou que Amri estava em Bruxelas quando recebeu uma ligação de Abdeslam pedindo carona de volta à Bélgica. O telefonema teria ocorrido duas horas após os ataques da sexta-feira.

O Volkswagen Golf com os três homens foi parado três vezes pela polícia francesa na manhã seguinte aos atentados. O advogado alegou que os dois presos apenas admitem que foram à França buscar um amigo. A imprensa belga divulgou que foi encontrado nitrato de amônia em uma busca na casa dos suspeitos. A substância pode ser utilizado para a fabricação de explosivos.

Sete pessoas foram presas numa operação das forças de elite da polícia francesa na madrugada de quarta-feira (18/11).

O pai e um irmão de Mostefaï estão sob custódia da polícia e foram interrogados.

CN/rtr/afp/ap

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