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Alemanha

O que se sabe sobre os crimes no réveillon de Colônia?

Mais de uma semana depois dos assédios sexuais contra mulheres na noite de réveillon em Colônia, muitas questões continuam sem resposta. Confira o que se sabe até o momento e quais perguntas seguem em aberto.

O que se sabe

– Segundo a polícia, os criminosos saíram de um grupo de cerca de mil homens que se concentrava em frente à estação central de Colônia, ao lado da Catedral.

– Segundo o presidente regional do sindicato da polícia, Arnold Plickert, já na noite de réveillon os policiais abordaram e pediram os documentos de mais de 70 pessoas. Destas, quatro foram detidas, 11 foram mantidas sob custódia e houve o registro de 34 ocorrências. Segundo ele, várias pessoas abordadas apresentaram comprovantes de registro do Departamento de Migração, que são concedidos a pessoas que pedem asilo. "Isso mostra que havia refugiados entre elas", disse. Ele não soube responder por que as pessoas foram abordadas pela polícia.

– A polícia de Colônia registrou 516 ocorrências até este domingo (10/01), sendo que cerca de 40% são de assédio sexual. Há também muitos casos de furto de celulares, bolsas e carteiras. Duas pessoas registraram ocorrência de estupro.

– A polícia de Colônia afirmou que 20 suspeitos estão sendo investigados. Muitos deles foram identificados, mas não foram detidos. Um marroquino de 19 anos foi detido neste sábado. Ele é conhecido da polícia desde 2013. As identidades dos demais suspeitos não foram reveladas. Entre os investigados estão sobretudo homens de países do norte da África.

– A Polícia Federal, que é responsável pela segurança dentro da estação central e numa distância de até 30 metros do prédio, registrou 32 ocorrências na noite de réveillon, incluindo ferimentos, roubos e crimes sexuais. A Polícia Federal afirmou ter identificado 32 suspeitos. São eles nove argelinos, oito marroquinos, cinco iranianos, quatro sírios, um iraquiano, um sérvio, um americano e três alemães. Desses 32 suspeitos, 22 são requerentes de asilo. Nenhum deles foi até o momento envolvido em crimes sexuais e as acusações contra eles são de ferimentos e furtos.

– Na sexta-feira, a polícia de Colônia prendeu dois suspeitos, de 16 e 23 anos, um deles do Marrocos e o outro da Tunísia. Os dois são requerentes de asilo e foram liberados pouco depois por falta de provas. Três pessoas estão em prisão preventiva por suspeita de roubo durante a noite de réveillon.

O que não se sabe

– Não se sabe quem são os criminosos e quantos eles são. Até o momento há apenas suspeitos.

– Também não se sabe se há requerentes de asilo ou refugiados entre os criminosos. Eles formam, porém, o principal grupo de suspeitos. Requerentes de asilo e pessoas que vivem ilegalmente na Alemanha estão no foco das investigações da polícia de Colônia, mas a própria polícia ressalvou que nada foi provado contra eles. A Polícia Federal afirmou que há refugiados entre os suspeitos. Testemunhas, vítimas e policiais falam de homens de aparência árabe ou norte-africana. A polícia local abordou e pediu os documentos de pessoas que estavam na área da estação central, e entre elas havia refugiados, mas não se sabe se as pessoas abordadas têm alguma relação com os crimes cometidos.

– Não se sabe também se os criminosos planejaram ou organizaram o que aconteceu diante da estação central de Colônia. Também não se sabe se há relação entre o que aconteceu em Colônia e crimes semelhantes ocorridos em outras cidades alemãs no réveillon. A promotoria de Colônia, porém, parte do princípio de que se trata de crime organizado. O ministro da Justiça, Heiko Maas, também afirmou acreditar que haja uma relação entre os acontecimentos em várias cidades e que as agressões foram planejadas com antecedência. O jornal Bild am Sonntag publicou que grupos de norte-africanos usaram redes sociais para chamar conterrâneos para Colônia. Segundo informações da emissora WDR, a polícia investiga já há alguns meses grupos de criminosos formados majoritariamente por argelinos, marroquinos e tunisianos. Esses grupos estariam indo para a Alemanha como refugiados. Eles viajam para Istambul e, de lá, entram na Europa misturados aos grupos de refugiados que vêm da Síria, do Iraque e de outros países, segundo as informações da WDR.

AS/dpa/epd/kna

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