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Eleição na Alemanha

O que empresários e trabalhadores esperam do governo

Empresários e sindicatos chamam partidos à responsabilidade política e fazem suas exigências ao novo governo, cuja composição continua em aberto.

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Enquanto políticos buscam alianças, empregadores e sindicatos defendem interesses

Empresários e sindicatos esperam muita coisa do novo governo, embora ainda não tenham nenhuma coalizão a quem dirigir suas reivindicações. A preferência dos empregadores por um governo conservador disposto a radicalizar as reformas do sistema social é evidente, mas o presidente da Federação dos Empregadores Alemães (BDA), Dieter Hundt, não explicitou qual coalizão de governo prefere, exigindo que o novo governo priorize o crescimento econômico e a dinamização do mercado de trabalho.

O presidente do sindicato dos metalúrgicos IG Metall, Jürgen Peters, defendeu indiretamente a permanência da atual coalizão de centro-esquerda no poder e exigiu uma política econômica favorável aos trabalhadores.

Improvável aliança de esquerda

Jürgen Peters von IG Metall

Jürgen Peters

Os sindicalistas exigiram que o Partido Social Democrata (SPD) se abra para coligar-se com a aliança eleitoral de esquerda, além de se manter com os verdes. "É claro que o SPD tem que se abrir para essa alternativa, pois deve isso ao eleitorado", declarou Peters. Uma política em interesse dos trabalhadores teria que incluir o líder socialista Gregor Gysi e o dissidente social-democrata Oskar Lafontaine.

"Mas eu também sei que a incompatibilidade das lideranças é um obstáculo difícil, capaz até mesmo de inviabilizar uma cooperação" acrescentou Peters. No entanto, a prioridade dos social-democratas deveria continuar sendo explorar ao máximo a maioria parlamentar de esquerda.

Tudo menos coalizão vermelho-verde

Dieter Hundt

Dieter Hundt

O porta-voz dos empresários chegou a dizer que é secundário qual chefe de governo venha encabeçar a coalizão de governo, desde que a estagnação atual – que ele atribui à coalizão social-democrata e verde – seja revertida. Dieter Hundt exige que uma "grande coalizão da sensatez" se empenhe em sanear os sistemas de seguridade social.

As reivindicações do empresariado não são novas: consolidação das finanças públicas nos próximos anos, corte de subsídios estatais, cumprimento das metas da Agenda 2010 e aceleramento do processo de reformas ali previstas. "Esta situação dramática é resultado da política antiga. A Alemanha precisa agora de uma nova política."

Mais neoliberalismo não

Apesar de a maioria dos parlamentares recém-eleitos na Alemanha ser de esquerda, a Federação Alemã dos Sindicatos (DGB) teme que a tendência neoliberal da política econômica dos últimos anos venha a se exacerbar.

"Qualquer governo que queira facilitar demissões e taxar a remuneração de atividades exercidas fora do horário regular de trabalho vai contar com uma notável resistência dos sindicatos", declarou a vice-presidente da DGB, Ursula Engelen-Käfer. A associação sindical, no entanto, não recomendou nenhuma coalizão específica.

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